terça-feira, 28 de setembro de 2010

Alegria Matinal.



Elas são tão fantásticas, tão legais, me fazem rir tanto, me divertem e me animam tanto, que as vezes penso se isso tudo é real. Claro que é real, Thayana! respondo eu pra mim mesma. 
Mas não estou falando de realidade no sentido de que você pode ver, ouvir, tocar, mas sim, se elas são pra sempre, se são apenas amiguinhas de faculdade ou se depois continuaremos sendo grandes amigas. Meu questionamento é com relação ao fato de que por ser algo tão legal e intenso, causa dúvidas quanto a veracidade. É como diz o velho ditado: " quando a esmola é demais, o santo desconfia". Nunca fui de ter muitos amigos na escola, fora os meninos, que eu criei um laço afetivo bem forte, mas quanto as meninas... quatro ou cinco se salvam na lista das que realmente cheguei a ter intimidade. 
Onde vou, conquisto amor e ódio. Amor, por eu ser uma pessoa extrovertida, legal, amiga, companheira, carinhosa, entre outros. E ódio, pelos mesmos motivos ou até mais. Além dos já citados, por eu ser bonita, ter cabelos lisos e longos, olhos levemente puxados e cílios longos, bochechas rosadas, lábios bem contornados e corados, nariz empinadinho e sobrancelhas grossas e perfeitas. 
Não estou querendo me colocar nas alturas só porque tenho um rosto perfeito, longe de mim, até porque não costumo ter a auto estima lá muito alta. Acontece que meu jeito, minha beleza, meu cheiro, o balançar dos meus quadris, cintura e cabelo, o quicar dos meus seios quando eu caminho e a maneira com a qual me arrumo, causa inveja e despeito em quem não tem metade disso. 
Além do mais, sou uma amiga pra todas as horas, que vai estar sempre disposta a ajudar no que puder, sincera, engraçada e boba. Quem me conhece sabe o quanto me importo com as pessoas que gosto. 
Mas voltando ao assunto das meninas... 
Andamos em bando, somos sete. As sete mais bonitas da sala, da faculdade de educação inteira, ou melhor, da UERJ inteira. As que não tem defeito, as que zoam todo mundo como se fossem perfeitas, as que riem de certas desgraças alheias, porém sem nenhuma intenção negativa e carregada de coisas ruins. São brincadeiras leves, sadías, que nos fazem rir e animam nosso dia. 
Porém percebo que algumas coisas andam me irritando. Uma menina, em particular... O que me deixa meio triste é que ela foi a primeira pessoa da faculdade que eu conheci. Antes mesmo de começarem as aulas. Ela me viu, falou comigo, me adicionou no orkut, no msn e viramos super amigas. Mas não conviviamos juntas. Quando conheci ela, de verdade... aliás, nos primeiros dias de faculdade... , vi que ela iria me irritar. Uma hora ou outra ela ia acabar me irritando. Assim foi feito. O primeiro trabalho foi passado, fizemos juntas e ela me irritou sem fazer nada. Justamente isso que me irritou. Ela não faz nada, não fala, não opina, não NADA! Não tem como. Logo na primeira semana tratei de falar isso pra ela e pra mais uma menina que age como ela. Não guardo o que sinto. "Não quero fazer com vocês, vocês não opinam, ficam caladas, faço sozinha sempre. Vocês me irritam, não vai rolar". Um pouco direta e talvez estúpida e grossa demais, minha reação, não?!
Claro que sim! nem sei porque falei dessa maneira. Mas era o jeito... se não iriamos ficar até hoje no mesmo grupo nos trabalhos e eu me estressaria sempre! Resolvi ficar com as que falam e opinam. Legal ! bem melhor... 
Conversei com ela e disse que fora os momentos de trabalho, que eu gostaria muito de estar com ela, falar com ela, ser amiga... independente de trabalhos. Ela aceitou e hoje convivemos numa "boa". 
Agora, com o tempo, só o jeito dela já me irrita. Ela força a barra demais, é muito fresca, chata, tudo fica boladinha, chateada, tudo chora e faz drama, sente ansia de vômito quando falamos de cocô ou quando alguém arrota alto. Isso tá me irritando! DETESTO GENTE FRESCA!
Tudo bem que vou ter que aturá-la por mais 3 anos e meio, mas precisava desabafar e dizer que ela, novamente eu repito, tá me irritando. 
Bom, enfim... como eu ia dizendo... fora ela, estou me dando bem com todas, gosto delas como se fossem amigas de anos, converso intimidades, sem pudor, sem medir palavras ou opiniões. Ouço o lado delas, falo o que penso, respeito e sou respeitada. Por enquanto tá tudo certo entre a gente e eu realmente espero, de coração, que nossa relação continue assim porque eu fico cada dia mais feliz de ter amigas como elas ao meu lado. 
Gostaria muito que esse carinho, essa amizade passasse da faculdade, pulassem os muros da UERJ e se deixasse evoluir lá fora.
Espero que isso aconteça! não sei como nem porque, mas já gosto DE VERDADE dessas meninas. Com o coração aberto e a mente também. Gosto como jamais imaginei. Santa UERJ, santo segundo semestre, santa turma 2, santas letras N, R,T,V. 
Gostaria de agradecer àquela tal força, aquela que nos auxilia, dá força e ilumina nossos caminhos. Seja lá de onde ela venha ou quem ela for, obrigada, luz, obrigada, senhor escritor, por tamanha felicidade matinal .

domingo, 26 de setembro de 2010

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento. "

( Não poderia ser de mais ninguém além da gloriosa Clarice Lispector )

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

"O Porteiro do Puteiro."




Não havia no povoado pior ofício do que 'porteiro do prostíbulo'. Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem? O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício. Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheiode ideias,  criativo e empreendedor, que decidiu modernizar estabelecimento.Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções. Ao porteiro disse: - A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços. - Eu adoraria fazer isso, senhor. - Balbuciou - Mas eu não sei ler nem escrever!  
- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui. 
- Mas senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida  inteira, não sei fazer outra coisa. - Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte. 
Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer? 
Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho. 
Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego. 
Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado. 
Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa. 
Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. 
E assim o fez. 
No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta: 
- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar. 
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar ... já que..  
 - Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo. 
 - Se é assim, está bom. 
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse: 
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim? 
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens  mais próxima está a dois dias de viagem sobre a mula. 
- Façamos um trato - disse o vizinho. 
Eu pagarei os dias de ida e volta  mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece? 
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias.... aceitou. 
Voltou a montar na sua mula e viajou. 
No seu regresso, outro vizinho o  esperava na porta de sua casa. 
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. 
Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seusdias de viagem,  mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. 
Que lhe parece? 
O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora.   E nosso amigo guardou as palavras que escutara: 'não disponho de tempo para viajar para fazer compras'. 
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas. 
Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido. 
De fato, poderia economizar algum tempo em viagens. 
A notícia começou a  se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam  encomendas. 
Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes. 
Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois,  comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira  loja de ferragens do povoado. 
Todos estavam contentes e compravam dele. 
Já não viajava, os fabricantes  lhe enviavam seus pedidos. 
Ele era um bom cliente. 
Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, a ter de gastar dias em viagens. 
Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. 
E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc ..
E após foram os pregos e os parafusos... 
Em poucos anos, nosso amigo se  transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas. 
Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. 
Nela, além de ler e escrever,  as crianças aprenderiam algum ofício. 
No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse: - É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do livro de atas desta nova escola. 
- A honra seria minha - disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou  analfabeto. 
- O Senhor?!?! - Disse o prefeito sem acreditar. 
O senhor construiu um  império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado.  Eu pergunto: 
- O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever? 
- Isso eu posso responder. - Disse o homem com calma. 
Se eu soubesse ler e escrever... ainda seria o 
PORTEIRO DO PUTEIRO!!! 
Geralmente as mudanças são vistas como adversidades. As adversidades podem  ser bênçãos.As crises estão cheias de oportunidades.

Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água:'A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna'.
Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas.
Quando você quiser saber o seu valor, procure pessoas capazes de entender seus medos e fracassos e,  acima de tudo, reconhecer suas virtudes.
Isso realmente é verídico, contado por um grande industrial chamado.........  
Sr. Tramontina ...