segunda-feira, 31 de janeiro de 2011


Eu escrevo o que sinto e sempre que sinto expresso, falo quase tudo que penso. Penso coisas erradas, tiro conclusões precipitadas, não sei esperar e espero sempre ganhar.
Eu aprendo com os erros – tanto meu quanto dos outros-, erro aprendendo e tudo que observo guardo.
Faço o que eu quero, na hora que quero. Quero sempre o mais difícil, nunca dificulto o que pra mim parece ser muito simples. Simplesmente ajo de acordo com a situação.
Eu não sei fingir e tudo que sei acho que é certo. Certamente ainda não sei de nada. Nada se comparado ao que eu ainda tenho a aprender com a vida.

domingo, 30 de janeiro de 2011

A semana inteira...


Há dias estou fazendo sociais na minha casa. Desde quarta – hoje é domingo - que o pessoal está vindo pra cá todo dia. A galera resolveu acampar aqui. Eu adoro isso, gosto da casa cheia, alegria, risos, conversas, música, piscina e o melhor... Gastando pouco dinheiro.
Tudo tem saído perfeitamente bem, estou me relacionando com pessoas muito legais e que estão me agradando cada dia mais.
Luisa, Duda, Thayná, Léo 2fat, cabelo, Julio, Yuri, Thales, Carol, Ju Maita, Paula... Estou mais próxima de pessoas que eu estava afastada, conhecendo melhor quem eu não conhecia e ficando mais amiga de quem eu já era.
Esse fim de semana fiquei sozinha em casa, fiz mais uma social e todos vieram. Tudo correu perfeitamente bem, exceto pelo fato de eu ter me sentido mal e ido deitar. Dei mole... Deixei os convidados lá fora, fui deselegante... Mas o que eu poderia fazer?
O Julio ficou lá comigo, fez carinho na minha cabeça, me deu água e beijinhos, pegou uma roupa seca pra mim e ficou lá abraçado comigo tentando me fazer reagir. Com ele do lado... Reagi NA HORA! Não tem como...
Bom, enfim... Não deu nenhuma merda e estou feliz por ter ficado sozinha, sozinha, sem a minha irmã, pela primeira vez! Gostei do voto de confiança que meus pais me deram e me sinto muito bem por isso.
Mas agora preciso dormir pra descansar de uma semana tão agitada. 

Mucho louca !


Não é que tenha sido errado, mas também não foi a coisa mais certa que eu já fiz, afinal, se fosse, eu não teria ficado tão tensa e agora não estaria com a consciência “levemente pesada”. Ainda posso sentir seu cheiro pelo meu corpo e lembrar dos seus beijos ainda me causa arrepios desde os dedos dos pés até o meu ultimo fio de cabelo. Ele sabe me provocar de um jeito que nunca vi igual, nem mesmo com o que eu considerava ter sido o melhor em tudo -por me conhecer e saber exatamente como agir.
Eu não era eu, me sentia outra pessoa, parece que uma alma tomou conta do meu corpo e me transformou em uma “coisa” totalmente louca, quente, alucinada, feroz e sedenta. Rezei pro que eu nem acredito e chamei por nomes de santos que eu nunca ousei crer. Ele não me deixava e eu gostava disso cada vez mais.
Meus olhos não conseguiam parar, iam de um lado para o outro e eu já não agüentava mais ter que me segurar. Eu não né, a tal alma que me invadiu. Apelidada por mim de: Minha irmã gêmea, rs. Ela só aparece quando estou chapada ou desse jeito que estou descrevendo. Para falar a verdade, desse jeito, que fiquei ontem, nunca tinha ficado antes, em toda minha vida. Foi pouca coisa pra muito tempo. Não passamos de amassos. Não que isso tenha sido ruim, pelo contrário, foi muito bom... Mas é exatamente o que eu comecei o texto dizendo... Não estou confiante, não me sinto tranqüila e nem certa de que fui pelo melhor caminho. Tudo bem que pra alguns, isso pode não ser nada, mas eu considero bastante coisa, visto que não é qualquer um que eu deixo chegar aonde ele chegou. Não falo coisas que falei pra ele e nem deixo acontecer coisas que deixei com ele.
Eu gosto um pouco dele, claro que gosto, se não, não teria rolado metade do que rolou, mas mesmo assim parece sempre que tem algo errado. Constantemente ouço uma vozzinha baixa que fica falando coisas que me fazem pensar que estou sempre agindo errado.
Pra mim, isso é coisa que a minha mãe enfiou na minha cabeça desde pequena: “Homem nenhum presta, eles só querem se aproveitar de você. Só dê liberdade para o seu namorado, nunca para um menino que você mal conhece”. Eu não “mal conheço” ele, a gente fica há quase três semanas, o que não é muito, mas é um tempo considerável, tendo em vista que estamos nos encontrando quase todo dia.
Bem... sobre ele. Ele é legal, não é muito carinhoso ( só quando estamos a SOS), é bem irônico e eu nunca sei se ele está dizendo o que realmente pensa e isso me assusta um pouco. Ele tem sido bastante companheiro e parece que estamos nos dando bem, por enquanto. Talvez eu devesse ter esperado um pouco pra deixar chegar onde chegamos, mas não consegui, foi mais forte que eu. Ele é quente, é gostoso, me deixa louca. Quando ele me toca, sinto minha respiração aumentar e meu coração bater mais forte, me corpo transpira e ele não para de me beijar.
Estou louca, mucho louca!
- E agora, me segurar ou deixar rolar? 


(J.B.L)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011


Sem vocês prefiro a solidão, à sete palmos do chão .

domingo, 23 de janeiro de 2011

Graças à Lua

Mesmo depois de chorar, brigar e implorar, dizendo que eu queria ficar, não teve jeito, tive que ir. Na verdade eu só fui porque meu lindo pai me chantageou emocionalmente, falando que esse seria o ultimo feriado dele até o carnaval e que eu teria minhas férias inteiras, até março pra curtir o quanto eu quisesse. Ele tem razão.
Eu amo aquele lugar, sou apaixonada pela praia, pela lua – que estava linda e cheia-, adoro as pessoas e o que fazemos, mesmo quando não fazemos nada, mas só o fato de reencontrá-los já é algo que me deixa muito feliz, mas dessa vez eu não estava com nenhuma vontade de ir.
Eu tinha mil e trezentas coisas pra fazer no Rio. Festas, sociais, boates, aniversários. O que posso fazer se sou uma pessoa importante e bem relacionada, que todos fazem questão da presença? Vida de celebridade é assim, mesmo, ué.
Além do mais, estou com alergias e não posso colocar biquíni, não posso entrar no mar, nem na piscina, ou seja, não teria nenhuma graça pra mim, estar em sitio bom. A não ser pela noite e pelas pessoas. Mas ir, olhar aquela praia linda e não poder cair naquele mar delicioso, é complicado. Claro que eu não resisti, joguei tudo pro ar e já que eu estava no paraíso, resolvi abraçar Deus – no sentido figurado, obviamente.
Não fiz muitas coisas, fiquei entediada em alguns momentos, mas agora, finalmente, estou voltando pra casa, mais uma vez.
Preciso urgentemente comer uma comidinha Japonesa, rever minha Best ( Luisa ) e minha pequena ( Mayara ). Estou com saudades delas e essa semana, com certeza vou fazer alguma coisa lá em casa. Preciso socializar...
Agora, estou na estrada, presa num delicioso engarrafamento, louca pra ver o Julio e bastante entediada. A lua está linda, baixinha, com uma cor forte, diferente e começando a minguar, ta perfeita, nem grande nem pequena, nem alta nem baixa, perfeita, linda. Tão linda que sua cor reflete no mar, formando um raio prata, grosso e extenso.
Na praia de Sitio Bom isso costuma acontecer. A praia, esses dias, não precisava nem de iluminação artificial. A lua fazia o trabalho todo e iluminava nosso caminho muito melhor do que qualquer luz. Perfeito!
A lua salvou meu final de semana, se não fosse por ela, eu estaria arrependida de ter fugido da minha vida social tão agitada e caído no papinho persuasivo dos meus pais.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Ne me quitte pas.

Não me deixe. Dont´t leave me.  Ne me quitte pas.

Em outros tempos queria deixar. Em algum momento quis poder. Já outras tantas vezes quis querer, mas o querer só existe quando se pode ser bem mais do que é. Insisto outra vez em deixar mas não me envolvo. Descobri que não é o mistério que me atrai, mas a idéia de que um final gravado de acordo com a vontade de alguém, ainda assim possibilita inumeras interpretações. O fato é feito, consumado. Mas muda. De mente pra mente, ora sendo sutil e maleável, ora sendo direto e firme. E por poder mudar é que me sinto livre pra escrever meu próprio final e me adaptar ao seu ne me quitte pas.


"Rapte-me camaleoa/Adapte-me a uma cama boa/Capte-me uma mensagem à-toa/De um quasar pulsando loa/Interestelar canoa. Leitos perfeitos/Seus peitos direitos me olham assim/Fino menino me inclino pro lado do sim/Rapte-me, adapte-me, capte-me, it's up to me, coração/Ser querer, ser merecer, ser um camaleão. Rapte-me camaleoa/Adapte-me ao seu ne me quitte pas"


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Home Sweet Home

Pois é... Eu me acho muito “macho”, muito valente, a que encara tudo, muito forte, que come o que vier, que dorme em qualquer cama, com qualquer travesseiro, que faz xixi em qualquer banheiro e que bebe independente da temperatura, aquela capaz de enfrentar tranquilamente todo tipo de situação. Realmente, pra algumas coisas eu sou isso tudo, mas pra outras...
Mas que macho não tem seus momentos gay?Então... Hoje a machona teve um dos seus.
Não foi culpa minha, é meu organismo, meu estomago, que não agüenta aquele balanço do barco.
Com 25 minutos, 30, de trajeto, meu corpo não agüentava mais, eu não conseguia me equilibrar e tive mais de três princípios de desmaio, além de vir passando mal quase de lá aqui. Minha mãe teve que ir o tempo todo me segurando com força para que eu não caísse pra trás.
Eu não via a hora de pisar em terra firme. Aquela agonia parecia que nunca ia acabar, demorava a chegar e a sensação que eu tinha era de que eu ia colocar meu estomago pela boca naquele terceiro saquinho plástico que eu usava para vomitar.
Finalmente chegamos e eu fui uma das primeiras a sair daquele negócio. Me afastei de tudo que flutuava ou algo do tipo, pisei no chão, respirei aliviada, esperei os outros e viemos para o hotel em Salvador.
Ah é... Tem isso que nem expliquei. Eu estava voltando de Morro de São Paulo, aqui na Bahia. Cheguei em Salvador dia 3 e no dia seguinte, dia 4, fomos pra Morro de catamarã também, mas o da ida era menor e eu tinha tomado remédio pra enjôo, hoje, dia 11, voltamos pra Salvador, pra pegar o avião amanhã e finalmente voltar para o Rio. E dessa vez, além de eu ter esquecido o remédio, o barco era maior e balançava mais.
Depois de quase 15 dias viajando (do dia 29/12/10 até dia 02/01/11  - Sítio Bom e do dia 03/01/11 até 12 – Bahia ), eu já não agüento mais. Quero ir pra minha casa e ficar bem quietinha (se bem que meu pai já está falando em ir pra Sitio bom denovo dia 14).
Essa viagem, apesar de maravilhosa, foi um pouco estressante. O clima, nem se fale... Tão quente que piorava ainda mais nosso humor. Comprei algumas coisas, ganhei outras e no geral, foi tudo muito bom e muito bonito. Conheci praias lindas, comi bem, dormi bem, peguei sol, saí à noite, fui numa festa muito legal, tomei caipirinha, treinei meu espanhol (fiquei muito feliz por isso), vi gente (e o principal... bonita), fiz coisas muito legais, mas já ta de bom tamanho. Eu estou louca para me jogar na minha cama e sentir o cheiro da minha casa. Da MINHA casa.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Ressaca !


No dia 31 de dezembro de 2010, no cas do clube de Sítio Bom, os fogos estavam lindos, eu olhava e viajava nos meus devaneios, que estavam tão presentes e tão ativos, que  toda aquela barulheira, chegava a ficar quase que silenciosa. Meus olhos brilhavam diante de toda aquela maravilha. A festa foi boa, passei ao lado da parte da família que eu realmente posso chamar de família, fiquei com o menino que eu tenho vontade de beijar desde que o vi pela primeira vez – carnaval de 2008. Levados pelo ritmo do hip hop, nos deixávamos embalar por uma dança sensual e a cada minuto, ele me puxava delicadamente - como se não quisesse que eu percebesse as suas reais intenções- pelas costas para que eu me aproximasse dele. Até que nossos corpos ficaram quase que totalmente juntos. Ele tem uma maneira característica de dançar: sempre fica com a mão na testa, olhando pra baixo e rebolando o quadril – daí o apelido, obviamente criado por mim, Rebolation. Uma das mãos ele já tinha tirado da testa e colocado nas minhas costas, até que finalmente ele movimentou a outra mão até a minha nuca e aproximou seu rosto do meu. Fechei meus olhos, esquivei um pouco mas logo pensei que seria uma tremenda idiotice perder uma oportunidade dessas e nos beijamos. Até que ele beija bem...
Estávamos suados, a sensação térmica, pelomenos pra mim, era de 45 graus. Ele me olhou por alguns segundos, como se admirasse algo lindo, sorriu, segurou meu rosto com as duas mãos, como se não acreditasse no que estava vendo e me abraçou. Perguntei o porquê daquele olhar e ele me respondeu que há muito tempo ele queria aquilo. Então porque não disse logo, né...  Vai entender. Ele pegou a minha mão e colocou no coração dele, que batia acelerado e eu perguntei novamente o porquê daquilo e ele mais uma vez me respondeu que queria aquilo há tanto tempo que nem mesmo seu coração estava acreditando. Que gay! Enfim...
Nos beijamos mais algumas vezes, ele me pegava pelas costas e me colava nele, o que me fazia suar ainda mais. Eu só conseguia pensar que aquilo só podia ser um sonho e me perguntava se a Fabiana estava vendo aquilo. Ela sabia o quanto aquele momento tava sendo importante pra mim.
Depois a festa acabou, ele foi embora e eu continuei na rua, quer dizer, na praia. Cheguei em casa com o sol raiando e pouco consegui dormir. Meu sono anda meio agitado ultimamente.
No dia seguinte, ou seja, ontem, fui pra uma festa que rendeu boas histórias. Quando cheguei em casa tudo a minha frente parecia girar e eu não conseguia nem me equilibrar nem andar em linha reta. Como diria minha abençoada mãe, eu cheguei trocando as pernas. Quando acordei, olhei pro meu pulso e cadê meu amado relóginho?  Pois é, perdi. Ele é todo de encaixar, deve ter desencaixado e caído do meu braço em algum momento que não faço idéia de qual tenha sido.
Agora, minha cabeça está pesada, sinto um enjôo indescritível e to começando a sentir fome e vontade de comer. Detalhe que são quase 20 h e eu acordei por volta das 13.
Ta decidido! Vou dar um tempo de bebida. Já esta na hora de isso acontecer. Não digo que nunca mais irei beber (apesar de eu já ter repetido isso umas 50 vezes hoje), mas que eu vou ficar um bom tempo sem sentir nem o cheiro de álcool, ah isso eu vou.