segunda-feira, 16 de maio de 2011

Toque do Bob Esponja no meu celular


Tudo que eu queria hoje era ouvir aquele toque com a voz do bob esponja no meu celular – seria meu pai ligando.
As vezes minha mãe diz pra ele que ele precisa ser um pai mais presente, que só vive trabalhando e andando a cavalo. Quando ele me pergunta eu digo que não tem nada a ver, que ele é sim um bom pai.
Ele foi tudo que eu precisei até os meus 15 anos. Bem, até os 12, ele ainda me levava quase todo final de semana no shopping para gastar rios de dinheiro nos brinquedos para ganhar tikets e trocar por brindes. Eu adorava! Esperava a semana inteira por aquele momento.
Depois fui crescendo e as coisas foram mudando. A freqüência com a qual saíamos era menor e minha mãe começou a ir com a gente até que minha avó adoeceu e ninguém mais saía de casa. Minha mãe porque ficava cuidando dela, meu pai de apoio moral, minha irmã que ninguém via e eu que não tinha ninguém pra me levar.
Isso durou um ano e 7 meses, mais ou menos. Nesse meio tempo, claro que saíamos as vezes, mas era muito raro, ainda mais só eu e meu pai.
Até que chegou o carnaval de 2006, que minha mãe ficou no rio com a minha avó e eu fui pra sitio bom com o meu pai e fiquei totalmente solta. Foi muito bom! Meu pai nem ligava pro que eu fazia, aonde eu tava e com quem, só pensava nele e naquela época isso estava sendo muito bom.
Bem, o carnaval foi em fevereiro. Em março minha avó faleceu e as coisas só pioraram.
Aí mesmo que a minha mãe não tinha animo para nada. Um mês depois, resolveu fazer uma viagem para espairecer. Aproveitou que a minha irmã estava na Itália e foi visitá-la. Passou 17 dias e eu fiquei com a minha outra avó. Foi muito bom pra mim porque eu passava o dia fazendo tudo aquilo que eu queria mas eu sentia muita falta da minha avó – uma das maiores perdas da minha vida.
Então, quando eu fiz 18 anos, parece que muita coisa mudou, ainda mais depois que meu pai começou a andar à cavalo. No inicio, minha mãe resolveu acompanhá-lo e comprou um cavalo também, mas não deu certo porque meu pai queria ir todo final de semana, de sexta à domingo. E como tudo em excesso, uma hora enjoa, foi o que aconteceu.
Depois ela ficou com problema na cervical e não podia ir mesmo, mas isso é mais recente. Voltando um pouco na história e no assunto que eu tava falando... Meu pai está diferente, mudou comigo e com a minha irmã. Ela diz que ele surtou, resolveu ligar o foda-se pra todo mundo e só pensar nele, que pra mim era o que ele estava fazendo há muito tempo.
Tudo bem que até onde eu precisei dele, ele foi um bom pai e por mais que hoje eu não precise mais tanto dele, eu ainda o amo muito e quero estar com ele.
Esse final de semana ele andou à cavalo de sexta à domingo e como minha mãe está viajando e minha irmã não para em casa, fiquei aqui sozinha. Não foi ruim, não reclamei, fiquei estudando numa boa, mas hoje, chamei ele pra ir ao cinema quando fosse seis horas da tarde (ele saiu de casa as 9 pra cavalgar) – detalhe que liguei pra ele chamando quando ainda eram 2 da tarde. Mas ele não podia porque estava muito ocupado lambendo o cu daquela merda daquele cavalo.
Eu, sinceramente, estou de saco cheio disso. Ele faz muito mal o mínimo para termos uma relação harmoniosa e mesmo assim a gente não consegue ter muito êxito.
O que custava fazer a minha vontade? Pois é, ia dar muito trabalho, ele estava muito cansado, tinha muita fila e já era muito tarde, realmente. Muitos empecilhos!
Eu saí para jantar com a minha irmã, o Diego e a May, foi bem legal porque eu estava com muita vontade de comer no Outback e de levar a May para conhecer a comida de lá, mas a Juliana não quis ir no cinema comigo e meu pai dispensou o programinha entediante com a filha chata. Tudo bem, ta maneiro. É assim que funciona, legal!
Eu só sei que enquanto eu jantava eu só olhava pro celular querendo desesperadamente que o bob esponja me pedisse para atendê-lo. Mas ele não pediu, meu celular não tocou, não fui ao cinema, pagamos a conta e fomos pra casa.
Ontem foi legal, saí com as meninas (Lu, Thay, May e Tay), pro downtown!
Mas hoje, queria ter ido ao cinema. Deve ter uns bons 4 meses que não vou.
É isso. Espero que ele se toque de que a pouca presença paterna que ele está me dando não ta dando conta de satisfazer a minha carência...

Acabou!


“Chegamos ao fim, tá doendo sim, eu chego a perder a voz. Só resta chorar e se recordar de tudo que restou de nós” (Adaptado).
Quando ele falou, eu senti meu corpo levitar, meus pés nem existiam mais, comecei a tremer e meu coração parecia que não ia parar de bater nunca e ao mesmo tempo eu sentia como se a qualquer momento ele fosse parar, de tão rápido que ele batia.
Ele veio sem argumentos, não fazia a mínima idéia do que estava fazendo naquele momento. Cada vez mais ele se mostra imaturo, infantil, incapaz de conduzir um relacionamento sério. Ele se perde nas atitudes, cada hora quer uma coisa e depois não quer nada.
Ele não ouve nem a si mesmo, então eu desisto de tentar dizer alguma coisa, afinal, ele pareceu estar tão seguro -e ao mesmo tempo tão incerto- do que estava fazendo, que, mais uma vez, não valeria a pena eu tentar conversar.
Eu gosto demais dele e até me proporia a conduzir isso para algo mais firme mesmo dizendo, há um tempo atrás, que eu não queria nada que me prendesse. Mas caso esse relacionamento acontecesse, não seria daquela maneira tão tradicional como é nos outros relacionamentos. Seria mais liberal. Mas não rolou.
Senti vontade de chorar, no inicio, mas logo depois passou. Ele é legal, mas não vale a pena ficar triste.
O problema é que da minha parte, sempre vai rolar um sentimento. Eu não consigo ficar no sexo puro e ele, parece que consegue, não sei...
A única coisa que eu sei é que eu fiquei triste com isso porque eu estava curtindo demais esse lance, que aos poucos estava ganhando espaço e credibilidade por parte dos meus pais.
E para todos os que reclamavam ou eram contra esse relacionamento, pronto! Ele acabou de acabar. Estão felizes? Pois é... Aconteceu justamente o que vocês queriam.

Ah... e sabe qual é o pior? Ontem perdi duas horas estudando, lendo, pesquisando sobre massagem tântrica e parece que aprendi. Minha primeira cobaia seria ele, que adoraria, sem duvidas porque ele ama massagem. Meu objetivo era proporcionar prazer, sem exigir nada em troca. Ele gosta, então iria querer retribuir, mas seria algo natural partido dele.
Mas tudo bem, agora é correr atrás de ser feliz, que nem ele ta fazendo e procurar outra pessoa pra fazer massagem, pra dar carinho, beijinhos, abraço, fazer comidinha, preparar sanduíche, procurar inovar sempre... Alguém que ature isso em mim. É... Deve ser muito difícil!
Eu quero ser feliz, quero ficar com alguém estável, um homem de verdade. Não um menininho. Não tenho mais idade pra ficar de namorinho. Querendo ou não, sou uma mulher, quero um lance mais sério! Será que é pedir demais pros homens de hoje em dia?
Mas enquanto eu não tenho, vou tratar de ser feliz!
Agora são recordações de momentos engraçados, legais, divertidos e muito bons que passamos juntos. Eu poderia até continuar com ele, como ele propôs, mas sinceramente? Eu lá sou mulher de ficar dividindo homem? Ah, faça-me o favor! Ainda tem a cara de pau de propor isso.

E pra vocês, blogueiros: Nada de sexo tão cedo aqui nessas páginas. É o começo de uma longa crise! Até eu me soltar e conseguir me entregar denovo... 
Vai ser difícil!


Obs: senti que esse texto ficou uma droga! Repeti mil vezes a mesma palavra, fiz confusão e escrevi tudo embolado! mas tentem compreender my situation, please (:


(J.B.L)


Está fora de ordem porque meu blog ficou maluco! essa postagem é do dia 12/05!

domingo, 8 de maio de 2011

Cadê a coragem?


Uma vez, quando eu tinha seis anos, meu dente estava mole, mostrei pra minha mãe e ela disse que se eu arrancasse, iria doer, que era melhor eu esperar até ele cair. Olhei pra ela séria, como se estivesse refletindo sobre a sua frase. Coloquei a mão no dente, girei e puxei. Ela arregalou os olhos e não se manifestou.
“- Ta doendo?”
Balancei a cabeça negativamente, sorri, entreguei na mão dela e fui até a pia lavar o sangue. Nunca havia sido tão fria. Sempre fiz drama e abri um berreiro por pouco, mas dessa vez e em todos os outros dentes que caíram, agi dessa forma.
Desde então, ela sempre disse que eu sou muito corajosa. Todas as vezes que precisei passar por procedimentos dolorosos, encarei numa boa, sem chorar nem reclamar.
Considero-me uma pessoa corajosa – não em tudo, afinal se aparece um espírito na minha frente, acho que eu enfarto, mas isso, a maioria das pessoas. Bom, enfim. Hoje estou aqui escrevendo porque não tenho coragem de admitir o que estou sentindo. Nem pra mim mesma, muito menos pros outros.
Estou carente. Parece que não tenho ninguém ao meu lado, que ninguém se importa comigo e muitas outras coisas ruins que têm passado pela minha cabeça. Estou me referindo à homens, para ser bem clara.
Tudo bem, tenho ele que toda semana marca presença, eu sei. Mas não só disso que eu preciso. Estou me sentindo sozinha, precisando de carinho de verdade e não sacanagem. Eu gosto, claro que gosto. Quem me conhece, inclusive, sabe que é uma das coisas que eu mais falo, justamente por gostar tanto. Acontece que só sacanagem cansa, ainda mais se tratando do coração de alguém tão sentimental como eu.
Preciso de alguém que se importe comigo, que realmente queira me fazer feliz. Estou aberta para isso e querendo muito agradar alguém – em todos os sentidos: cuidar, fazer comida, colocar a mesa, alugar o filme preferido dele, usar uma roupa que ele goste, etc.
E não é um sexo, uma vez por semana que vai me fazer parar de sentir isso. Não querendo desmerecer O SEXO. Porque é muito bom e me deixa muito melhor, renovada, feliz, mas não é só disso que eu preciso.
Ele fala comigo, me liga, mas só quando ele quer e eu nem posso cobrar nada, afinal, não temos nada sério.
E fico pensando o que tem de errado comigo... Eu me acho perfeita para quem quer ter um relacionamento sério. Além de eu procurar sempre fazer tudo pra agradar, eu consigo me adaptar se isso for fazer alguém feliz. Sou mutável e isso é muito bom!
Eu to cansada, triste, magoada, mas não consigo admitir isso. Não quero que ninguém fique sabendo que “estou precisando de um namorado”, parece frase de encalhada. Prefiro dizer sempre que estou bem assim e que não quero nada sério.
Eu até quero, mas não com um qualquer. Com alguém que me conquiste e me faça gostar. Eu não quero me decepcionar de novo. To aproveitando muito minha fase solteira... Mas ta bom, já deu!
E toda aquela coragem que minha mãe sempre disse que eu tinha? E aquela Thayana que todos sempre admiraram por ser sincera e falar o que pensa e sente? Hoje eu não me sinto mais tão corajosa e aberta assim. Eu estou com tanto temor de assumir isso pras pessoas que as vezes tenho vontade de esconder minha cabeça dentro de uma sacola de compras ou simplesmente, pra não pagar esse mico, ficar em casa, trancada, sozinha. Tá na minha cara, escrito na minha testa que preciso de um novo amor.

Hoje é dia das mães e apesar de eu não acreditar na existência de um dia especial para as mães ( porque eu idolatro a minha todo dia), tem muita gente que acredita e que hoje chora por não tê-la por perto.
Eu sinto muito e sei que um dia vou passar por isso. Deve ser horrível, mas não quero pensar nisso agora.
Minha mãe foi pra Europa com a Inês e só volta daqui a 9 dias. Eu tô triste por mim, mas feliz por ela. Espero que passe rápido. Mas enquanto isso, vou passar a semana inteira fazendo o que me der na telha! Isso sim vai ser bom! Quem sabe eu fique mais feliz, animada e esqueça essa idéia louca ( para alguns) de querer amar alguém... Volto para atualizar as notícias.

(J.B.L)