quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O que é chato pra você pode não ser chato pra mim.



“Nossa! Como você é chata.”
Aqui em casa é só o que eu ouço. Mas sabe porque me acham chata? Porque não sou hipócrita de concordar com tudo. Sou ousada de discordar e expor minha opinião. Outras pessoas não me acham chata porque muitas vezes deixo pra lá, não falo nada para não ser chata, justamente, mas aqui em casa é o lugar onde posso me expressar, creio eu e só porque discordo de alguma coisa ou coloco algo que eu não quero que aconteça, eu sou chata e metida a isso ou aquilo. Defender um amigo de um tratamento pejorativo que estão tendo em relação à ele é ser chata, dizer que não quero que use uma toalha que eu gosto para secar o cachorro, é ser chata, querer que não me acordem a toa quando não tenho aula, é ser chata. Pro pessoal aqui de casa, tudo estou sendo chata mas são coisas que eu simplesmente não concordo e não consigo guardar comigo. O pior de tudo é que começam a distorcer tudo que eu disse e tentar usar conta mim. Isso me irrita ainda mais!
Não faço nada na intenção de ser do-contra ou algo do tipo, simplesmente gostaria de ter a liberdade, pelo menos na minha casa, de expor meus pensamentos sem ser tão julgada.
Chato é ter que guardar o que pensa até entre a sua família. Se for pra não expor minha opinião, vou viver calada, quieta e todos vão perguntar porque-está-tão-quieta? E quando eu disser tudo o que me incomoda e me faz ficar quieta, vão dizer puxa-você-é-muito-chata, enquanto reviram os olhos.
E aí, a culpada sou eu de não concordar com tudo o que dizem, de falar demais, de reclamar de tudo, de ser picuinha e arrumar motivo pra me estressar. Tudo bem... Serei menos “chata” daqui pra frente. O recado ta dado. Percebi hoje na hora do jantar que, ao invés de tentarem ouvir o que eu tinha pra dizer, acharam muito mais divertido ficar sacaneando meus amigos. Legal! Eu não disse o que tinha pra dizer, me estressei e ainda ouvi um monte de desaforos. Podia ter dormido sem essa... Da próxima vez, prometo concordar com tudo só pra agradar. 
Ainda bem que esse final de semana vou pra Sitio Bom, relaxar muito e não me estressar com nada, eu espero!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Talvez o mesmo...




Todos os dias têm sido como os da semana anterior, por exemplo:
Segunda, vou pra faculdade e tenho a tarde livre, Terça, faculdade, inglês e psicóloga, quarta, Faculdade e curso de LIBRAS, quinta, faculdade, inglês e espanhol, sexta, Faculdade e o resto da tarde livre.Nada de novo acontece, tudo igual. O máximo que muda são os dias que, por ventura, não tenho aula, porque a faculdade não quer ou porque os professores decidem não trabalhar, como se isso fosse algo muito normal ou então o dinheiro que fico juntando do final de semana e do começo da próxima pra conseguir ter 25 reais na quarta e poder almoçar no restaurante Cone antes do curso de LIBRAS, já que nesse semestre, é o único dia que preciso comer fora e ainda saber administrar o resto dela com o que sobrou... Difícil! Nada mais acontece na minha vida... São as mesmas coisas, mesmas atividades, mesmas pessoas, mesmos lugares, mesma rotina, mesmo de tudo que não sai dessa mesmice entediante e enlouquecedora. Sei que tudo tem uma recompensa e que preciso aturar o mesmo, mesmo que seja chato, para no futuro, ter um mesmo mais legal, se é que me entendem... Quero ter uma rotina mais agradável e confortável, dentro de tudo que gosto e sinto prazer de fazer. Mas e essa mesmice que me mata? Agüenta! É por pouco tempo! Pouco tempo quanto? Uns 2 ou 3 anos... E isso lá é pouco tempo? Sabe o que significa três preciosos anos da vida de alguém? É por uma boa causa, tenha paciência... São só essas coisas que eu ouço.
Sei que ultimamente só tenho falado do mesmo, como no texto anterior, mas é que não tenho mais do que falar... Nada mais me encanta na beleza da vida. Pode ser –e acredito que seja- algo passageiro, mas por enquanto é assim que vejo o mundo.
Nesse momento sinto que sou apenas um grãzinho de areia no fundo da praia, com calor e seco, misturado com um montão de outros grãos que sentem o mesmo e que não fazem nada além de lutar pela sobrevivência enquanto não conseguem alcançar o mar. Cada dia é uma luta, tentando ir com o vento ou nas ondas... Sentem um respingo d’água aqui, outro ali, que os deixam mais eufóricos e entusiasmados a chegar naquele grande mar lindo e refrescante... Mas quando olham os grãozinhos lá da frente, percebem que apesar de mais confortável a posição deles, eles também precisam lutar pela sobrevivência naquele mar agitado e cheio de outros grãos sendo levados e empurrados pela correnteza e o quebrar das ondas do mar. Me sinto um grão pequeno que não sabe se segue em frente ou se fica lá atrás mesmo...
Acho que preciso relaxar um pouco, sair do mesmo e passar o final de semana em Sítio Bom, olhando aquele marzão maravilhoso, apreciando essa lua que tem feito e sentindo a brisa que tanto me encanta. Talvez eu volte a me dar conta da verdadeira beleza da vida. Talvez eu tenha esquecido o que realmente é belo, talvez eu esteja errada, mas o que mais me conforta é que talvez eu esteja certa.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Nada novo, denovo!



Dessa vez não é falta de tempo nem de assunto, é só uma abdução repentina da minha inspiração de escrever.
Ando meio alienada, desligada e continuo de mal com a vida no que diz respeito a escolhas, compromissos, etc.
Independente desse primeiro passo pra realização de um dos meus maiores sonhos, continuo desestimulada. Talvez por causa da auto-estima ainda, não sei.
Não quero mais pensar em nada, queria poder me livrar de todos os meus compromissos e não ter que dever satisfação a ninguém mas como isso é quase impossível, vou continuar correndo atrás dos meus sonhos, afinal são eles que movem o ser humano. Considero que uma pessoa morre quando ela para de sonhar e não quando para de respirar. Logo, por eu não estar morta e nem querer parecer uma, vou lutar para alcançar meus objetivos.
A vida continua e apesar das dificuldades é preciso seguir viagem porque uma hora ela acaba e quero ter muitas histórias pra contar.