quarta-feira, 29 de julho de 2009

Praias, praias, praias ...


Quarto dia, 29 de Julho de 2009.

Até as 22h havia ficado combinado que acordaríamos absurdamente cedo – tipo 6h da manhã, tomaríamos café, arrumaríamos tudo e teríamos que estar às 10h em Cabrália. Mas no fim, concluímos que não daria tempo, afinal a escuna que queríamos pegar, sairia impreterivelmente 10h da manhã.


E de Trancoso até Cabrália levaria 1h e 30 aproximadamente, contando com o tempo que levaríamos na balsa, etc. Então combinamos, finalmente, de acordar num horário normal, aproveitar uma praia em Trancoso mesmo e depois irmos para Porto, dormirmos lá e no outro dia sim, aproveitarmos o dia em Cabrália.


Enfim, acordamos 9h e fomos direto para o café da manhã – que acabava 9h e 30min.

Arrumamos tudo, colocamos no carro e fomos para a “praia dos coqueiros”. Adorei lá! Compramos várias coisas e graças ao meu poder de persuasão, novamente, consegui altos descontos, como uma rede de R$ 180,00 por 100. Daria pra conseguir por menos, mas eu dei mole.



Fiz três tatuagens. Uma no tornozelo – nxzero-, uma no pescoço – uma borboleta e ao lado Thay e um L com um coração ao lado, no punho. A Ju também fez uma – que ficou linda – nas costas, umas flores, meio tribal, não sei explicar, ficou lindo.

Mamãe ganhou uma de brinde, um beija-flor, lindo, mas que logo saiu –meio mixuruca,hahahah.Eu e Ju fizemos tererê no cabelo e minha mãe dispensou esse,rs

Recebi mais uns 30 convites para ficar na Bahia, hahaha, pedidos de casamento e elogios como : “ venha cá minha modelo. Venha ver um cordãoziu pra colocar nesse pescoçiu lindu”, “nossa senhora mas essa morena vem de onde, diga”, “a morena é casada?”, “ você é linda sabia?”, “assim, morenia desse jeitiu num vai ter carioca que resista, se us baianu já tão tudo doido” aiuehiuaeheahae, pois é. Pior foi o elogio à Juliana : “venha cá mórena cor de queijo. Ô morenia, num vai querer ua trancia não?"," ela é branquia viu, mas se casa com um baiano, os bacuriziu nasce tudiu mistiçu" ¬¬'

Aqui há grande predomínio de índios da tribo Pataxó – índios Pataxós – aliás, segundo a Juliana “tapaxó” e segundo a mim:” patachoca” aahahahha. Aprendemos até que bonita na língua deles é Baichu – recebemos esse elogio - e feia é Baicá – perguntamos a eles como se falava. Almoçamos lá mesmo, na praia. Recebi mais umas cantadas que me fizeram rir bastante e resolvi tomar um banho no chuveiro de água doce. Pra que? Tirei a roupa, fiquei de biquíni, pra entrar na ducha e quando olhei pra trás para desligar o chuveiro, tinha uma fila de homens, olhando, quase babando e com cara de hipnotizados, segurei o riso, peguei minhas roupas, agradeci e saí. Impressionante como eles curtem uma boa quantidade de carne aqui, meu Deus. “Ave Maria”, ahhaha .

É que aqui só tem mulher feia e gorda, aí eles se deparam com uma gordinha dessas, né, hahahaha, não há quem resista. Brincadeira, mas então...





Compramos colares, anéis, presilha e tudo mais para ficarmos caracterizados. Depois da praia, fomos conhecer a cidade durante o dia, o tal “quadrado” – parte histórica. É bem bonito!














Depois de tirarmos fotos na frente da Igreja São João Batista fomos em direção à Porto Seguro. Saímos de Trancoso 16h40min e chegamos 17h45min, mais ou menos. Estávamos preparados para enfrentar 40 min., mas a fila da balsa fez com que esse tempo se tornasse um pouco maior.



Assim que chegamos a porto, ju e papai foram se informar melhor sobre o passeio –mergulho- de amanhã. Demoraram meia hora convencendo o cara a abaixar o preço, mas meu pai não é dos melhores em desenrolo, hahhaa.

Enquanto isso eu e minha mãe ficamos no carro esperando eles, o que não agradou muito a mamãe, rs.

Conclusão: teremos que chegar aqui às 8 da manhã, nossa! Que show!

Resolvido e reservado o hotel, fomos até ele e o Rosalvo nos atendeu muito bem. Super homem ele,haaahaha.

Estamos cansados hoje, pelomenos eu estou bastante, louca para tomar um banho. Fico agoniada sem isso.

Finalmente me higienizei e fiquei no notebook postando as fotos e atualizando o diário. Todos comeram no restaurante do hotel, menos eu que estava sem fome. Agora são 23:08 e está começando a me dar fome, como qualquer coisa por aqui mesmo, me viro...

Estou um pouco ardida do sol de hoje, amanhã preciso me proteger mais...


terça-feira, 28 de julho de 2009

Noite da barata .






Terceiro dia, 28 de Julho de 2009.

Hoje acordamos um pouco mais tarde, às 08h10min. Dormi super mal. Além de a cama ser dura, antes de eu dormir me deparei com o mais asqueroso dos bichos, que além de não ter função alguma diante da natureza ainda tem o poder de me apavorar. A barata.

Porque eu precisava vê-la justo antes de dormir? Levei quase uma hora para pegar no sono e acordei no meio da noite por causa de um pesadelo onde subiam muitas baratas em mim. Além disso, tinham vários grilos, eu os adoro, mas nesse caso eram pretos, diferentes, pareciam baratas baianas. Porque são aparentemente que nem barata, mas são pretos e muito lerdos/calmos.

Enfim... Tomamos um bom café da manhã e por vontade quase que unânime, fechamos a conta do hotel e fomos embora depois de algumas fotos na fachada do hotel e na praia em frente a ele – feia por sinal.

Fomos em direção à Arraial d’Ajuda – em que chegamos com ajuda de uma balsa que nos levou até o outro lado do rio de nome estranho. Chegando lá, fomos direto para o centro histórico ver uma igrejinha que foi construída pelos jesuítas. Lá de cima a vista era maravilhosa, rendendo muitas fotos. Fomos a diante visitando praias, admirando visuais. Na verdade, queríamos achar um hotel que fosse de frente para a praia e estivesse dentro das nossas possibilidades. Por pura curiosidade até no Clube Med nós chegamos a entrar. Depois de muito procurar, encontramos uma pousada bem em frente à praia, onde consegui 20% de desconto. Resolvemos ficar. A principio até quinta feira de manhã, mas depois de conversarmos, concluímos que não vale a pena perder o dia aqui amanhã e que é mais negócio seguir em direção a Porto Seguro novamente para novamente nos hospedarmos e conhecermos o resto. Grande volta que demos, mas está valendo a pena.

Passamos o final do dia – de 14h até 16h na praia, onde almoçamos e vimos o sol baixar. Voltei para o quarto junto com meus pais para tomarmos banho, enquanto a Ju corria na praia. Pena que ela só me avisou que ia correr depois que já tinha feito, se não bem que eu corria junto, estou precisando mesmo,hahahaha.

Descansamos e fomos conhecer o centro de Trancoso. Conquistei o terceiro Baiano, hahaha, pediu até meu e-mail na mais lenta das vozes.

Todos comeram, menos eu, que não estava com fome, passamos num mercadinho para caso eu sentisse fome, tivesse algo pra comer e depois de algumas comprinhas, voltamos para o hotel.

Ficou combinado que amanhã ficaremos aqui em Trancoso, conheceremos a cidade e à noite, voltaremos para Porto ...





segunda-feira, 27 de julho de 2009

" Terra a vista "


Segundo dia – Segunda feira, dia 27 de julho.

Às 07h44min, acordei ao – infeliz - som do telefone e, como esperado, era meu pai. Hora de levantar. Nem hesitei quanto antes chegarmos a Porto Seguro, melhor!

Arrumei algumas coisas e logo descemos para o café.

Demos sorte com o primeiro hotel. A cama é uma delicia e o café da manhã, idem.

Ouvimos dicas sobre lugares bonitos que valiam a pena parar e conselhos com relação a roubos – não a mão armada – tipo aqueles de praias, quando deixamos objetos pessoais sozinhos para irmos até o mar.

Ouvimos algumas noticias sobre o corredor de F1, Felipe Massa, que me roubou alguns minutos de sono rezando, pensando e tentando esquecer para conseguir dormir.

Enfim, arrumamos tudo e fomos adiante.

Partimos por volta das 10h, rumo a Porto Seguro, que eu sismo em chamar de Espírito Santo, hahahaha ¬¬’


Agora são 15h, o GPS enlouqueceu de vez agora. Ontem já estava doido, falando sem parar e só besteira. Fora que às vezes ele se enrolava e repetia alguma coisa antes mesmo de terminar de falar aquilo. Tipo: “dirija mais 80 km e vire a direi... Dirija mais 80 km... Dirija mais 100 km e vire a esquerda depois da rotatória” sendo que não havia rotatória e a direita era o mar, hahahaha.






Meu pai e a Ju estão um pouco enrolados, se guiando pelo mapa. Isso pelo que percebi porque estou ouvindo música e só sou capaz de identificar movimentos e gestos. Os da minha irmã são de colocar a mão na testa e os lábios dela se mechem dizendo: “acho que falei errado, aquilo era para o outro lado”. Hahahaha. Mas confio nela e sei que chegaremos. Um pouco depois do previsto, mas chegaremos. Só precisam ficar um tanto ressabiados agora, né?! ( aprendi essa palavra hoje, na revista).

Já li revista de signos, Ju e mamãe já fizeram as unhas, estamos comendo só biscoito e mesmo sem fome tudo que vem está sendo lucro. Ou não, porque além de serem coisas engordativas ainda fazem mal à saúde. Enfim...

Por volta das 16h chegamos ao centro histórico da cidade alta.



Conhecemos a primeira e a segunda igreja construídas no Brasil. Uma não lembro o nome e a outra é a Nossa Senhora da Pena, que tem também no Rio.

Vimos também a pedra que simbolizou o marco do descobrimento. Nela tinha uma cruz de malta. O guia contou que um açougueiro achou essa pedra largada ha muitos anos e pegou e que ele já viu várias vezes esse cara cortando carne em cima da pedra que o Pedro Álvares Cabral deixou como símbolo da sua descoberta. Historiadores, bem depois, acharam e a guardaram envolvida numa espécie de vitrine.

Aquele lugar – tipo uma aldeia - foi o primeiro lugar que os portugueses desembarcaram. Vimos as casas, construções neoclassissistas, culturas, vistas, tiramos muitas fotos e como não podia faltar – estava demorando – no final, rolou um pequeno estresse porque nos perdemos. Na verdade, já estávamos nervosos inconscientemente, afinal ninguém aguenta passar dois dias seguidos sem comer direito.

Por volta das 18h30min chegamos ao centro comercial de Porto Seguro. Rodamos uma hora e finalmente achamos um hotel dentro das nossas exigências e/ou condições.

Colocamos tudo nos quartos e movidos pela fome fomos atrás de frutos do mar – a pedido/exigência da Juliana. Mais um estresse –dessa vez bem menor – rolou porque eu queria tomar banho antes de jantar mas a Juliana me convenceu a ir direto depois de sair do quarto batendo a porta e resmungando: “odeio essa sua mania de tomar banho toda hora”.



Os restaurantes absurdamente caros nos desanimaram um pouco, até que achamos um que nos agradou. Bom de negócio, por sinal.

Um prato de lagosta R$100,00, um absurdo, eu achei e disse, claro. Aliás algo que têm incomodado um pouco a todos, hahaha. Então consegui com a minha famosa lábia convencê-lo a reduzir 40% do preço e ainda fazer o meu prato de filé com fritas a R$ 15,00 e ainda veio um feijãozinho de quebra, hahaha .

Depois eu e ju andamos por ali, provamos “beijo na boca” uma bebida típica daqui que leva abacaxi, morango, leite condensado e vodka, essa quem bebeu foi a u. Eu, claro, pedi uma melhor – “chupadinha”, que por sinal tava bem fraca e sem gosto. Não gostei da chupadinha Baiana, hhahaha.

Provei o “parafuso”, que é bom também. Conquistei o primeiro baiano – bem feio por sinal - que até me deu uma flor feita artesanalmente. Me convidou até para morar com ele, ficar na Bahia para sempre. Hahaha, até parece que eu trocaria o meu Rio de Janeiro por aquele fedido das unhas sujas, hahaha.

Voltamos, tomamos banho e eu tentei de todas as formas convencer a minha irmã de voltar, para conhecermos/participarmos/cairmos nas nigths baianas, mas a desanimada broxou. Infelizmente agora estamos deitadas –contra a minha vontade. Só espero que amanhã à noite, saiamos porque não quero sair da Bahia sem ter o que contar.

Passou de duas da manhã e eu ainda estou aqui, tentando acessar a internet, lamentável ...

Musica: Things I’ll Never Say