quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Estarei ao seu lado...


Não que eu esperasse pulos de alegria e fogos de comemoração, mas que no mínimo ela fosse ficar feliz por mim. Se diz minha melhor amiga e na hora de comemorar uma conquista minha ao meu lado, ela falha.

Se ela realmente fosse minha amiga, ficaria, pelomenos, feliz com a minha alegria, presumo.Mas porque ela é tão irascível ? isso é : se estressa tão facilmente ?

Quando estou solteira, o motivo da briga é fato de eu querer ficar com meninos que não conheço bem e se estou namorando, o estresse é outro, que eu nem entendo qual seja.

Nem esboçou o mínimo ar de felicidade. Não estamos na novela das seis onde o “filho do demônio” luta de todas as maneiras, faz de tudo para ter a “santinha’’. Eu tenho certeza que se ela continuar no meu pé, ele vai “dar pra trás” e eu não estou disposta a perdê-lo depois de tudo que fiz para te-lo comigo, só comigo. E eu vou ficar na pior denovo e a culpa será dela.

Eu esperei tanto por isso, minhas amigas sabem disso, tanto que quando contei, pularam de alegria. Vibraram comigo. Ela fez a questão de sequer dizer: “que legal filha! Você conseguiu o que tanto queria. Eu sei o quanto isso é importante pra você. Vai dar tudo certo, estou ao seu lado”. Nada, nada. E ainda teve a coragem de dizer que estava de drama. Aliás, não agüento mais isso! Tudo que eu falo, dizem ser drama. Algo que vem me irritando há tempos.

Enfim... Foi tudo tão mágico. Há alguns dias eu estava percebendo que essa seria a decisão dele – afinal, ele precisava tomar uma, depois de tanto tempo instável – e ontem tive mais certeza, após ler o que ele dizia no MSN sobre a gente, sobre NÓS, sobre o que sou pra ele e o que ele sente. Preferiu que fosse à SOS.

Hoje ao vê-lo, meu coração bateu forte – mais do que o normal. A saudade pode ter contribuído para essa aceleração de batimentos, mas creio que o fato de eu saber o que aconteceria me deixou ainda mais nervosa.

Depois de muitos beijos e declarações, veio o pedido, foi lindo, perfeito, maravilhoso, fez meu coração disparar, veio dele, não podia ser diferente.

Eu me lembro até hoje do dia que eu o conheci. Foi num sábado, dia 4/10/2008, chovia e ele tocava violão, fiquei encantada.

No outro dia, passamos um churrasco inteiro conversando e depois de bastante tempo, recebi o beijo mais gostoso que já havia provado.

Quando ele me beijou, não sentia mais o chão aos meus pés e meu corpo parecia estar tão distante da minha alma que era até difícil voltar para si e terminar o beijo.

E dali em diante foi assim. Não durou muito, eu o perdi, confesso que sofri, mas quase nada se comparado a segunda vez.

Ficamos um bom tempo sem nos vermos – não queria olhar pra ele nunca mais.

Depois de alguns meses, recomeçou, ele foi até Mangaratiba, sozinho, de ônibus, de madrugada, pra me ver, me reencontrar, me pedir pra voltar – ele sabia que iria conseguir afinal depois de tudo isso, não teria mais o que dizer se não: ta perdoado.

Não durou um mês. Ele cansou de mim, enjoou, não sei. Foi o fim, pra mim, ouvi-lo dizer que não queria mais. Opção dele, pelomenos foi sincero, não me enganou, nem me iludiu quem fez isso comigo fui eu mesma. Eu tentai de todas as formas me fazer aceitar que ele não era pra mim, que eu arrumaria alguém muito melhor e nem olhar para ele eu queria, sequer encontrá-lo. Até que algumas coisas começaram a me chamar atenção, como por exemplo, o fato de eu sonhar com ele no mesmo dia que isso acontece com ele ou eu vê-lo justo no dia em que ele sentiu meu cheiro enquanto caminhava.

Do nada pensei nele num dia e ele também pensou. Começamos a contar isso um para o outro e vimos que nossas almas tem alguma ligação.

Passou o tempo e novamente, percebendo a burrice que teria cometido, foi até o rio das pedras, em um lugar que não é muito o seu estilo pra pedir pra voltarmos e voltamos.

Dia 11/07/2009. Senti que ele estava arrependido por ter me deixado ir. Assim como tenho medo de perdê-lo e não encontrar mais ninguém como ele, ele também parecia carregar esse temor.

Foi lindo, romântico, vindo dele, mais uma vez, não podia ser diferente.

Sabe, não estou disposta a estragar a minha felicidade em função das crises de ciúmes e ataques de mal-humor da minha mãe. Ela precisa estar comigo, do meu lado, sem ela não sou ninguém. Mas parece que ela é a única pessoa que eu não tenho.

Apesar disso a vida me mandou um presente maravilhoso chamado Leonardo, que tem feito meus dias mais felizes e minhas risadas mais contentes. Alem de me ouvir, me aconselhar e me ajudar, ainda é um grande companheiro. Quero poder estar com ele durante muito tempo. Sou apaixonada por ele.

Diante de tudo isso, tudo que sinto, e EU DISSE QUE SENTIA pra minha mãe, ela ainda tem a coragem de dizer : “namoro é sinônimo de problemas”, fiz questão de retrucar : “quem os cria é você”.

Claro, ela vê erro onde não há. Porque não me deixa viver em paz, simplesmente? Tá na hora sou bem grandinha.

Mas de uma coisa eu tenho certeza: ela não vai estragar, nem sequer, alterar/diminuir a felicidade que estou sentindo por estar namorando o músico mais lindo que eu conheci até hoje (fora o Caco). Não só por fora. Por dentro ele é um homem encantador, irreal, maravilhoso e tem tudo que uma mulher precisa num homem. Ainda bem que é meu.

sábado, 1 de agosto de 2009

O retorno !


1 de agosto de 2009, penúltimo dia - estrada -

Acordamos em cima da hora de encerrar a hora do café – às 09h30min, acabava às 10h. Arrumamos tudo e por volta de meio dia, iniciamos a viagem.







A nossa primeira parada da viagem foi às 15h, estamos a 240 km de Linhares. Gastamos mais 30 reais no mercado só de bobagens pra irmos comendo no caminho invés de parar e perdermos tempo almoçando. Precisamos chegar a Linhares hoje, de preferência antes do anoitecer. Chegamos ao hotel da beira da entrada – o que jantamos no primeiro dia de viagem – quase 18h30min e ali nos hospedamos.


Jantamos frango e picanha com batata frita, arroz e feijão, gostoso.

Eu e Ju fomos dormir uma da manhã, mas o papai e a mamãe foram dormir cedinho.








Vou virar Índia .



Sexta feira, 31 de Julho de 2009.

Seis e meia da manhã o celular despertou e segundo a Juliana, eu xinguei e mandei desligar. Às 9h ela levantou e teve a idéia de sairmos de lá aquela hora pra chegar a tempo de pegarmos a balsa às 10h. Mas teríamos que sair sem tomar café da manhã. Até sairíamos, se não fosse a Doutora Denise Audi, que vetou a saída. Tomamos café da manhã e às 09h35min já tínhamos acabado, até daria tempo de pegar a tal balsa, mas.... No final não fomos.

Nos arrumamos e fomos conhecer a tribo dos Pataxós. Fomos recebidos por um homem velho, com um saiote, barriga flácida, mamilos com alguns pelos envolta, que de fato estavam me dando um certo nojo. Além disso, lhe faltava dentes e uma boa aula de português. Depois quem continuou a nos guiar foi um indiozinho lindo, com um sorriso encantador e uma simpatia contagiante. Não me recordo o nome dele, mas sei que era algo como Balipuan, sei lá. Minha mãe chamou o menino de “tobogan” e eu de “Bahuan”,hahahah. Não é só na família vizinha que temos alguns desligados que trocam os nomes das pessoas.


Vimos eles dançarem, demonstrando um ritual deles. No meio da “roda” tinha alguma coisa que saía fumaça e, segundo eles, era sorte, energia positiva e outro deles, ficou passando por todos que estavam envolta da toda, assoprando aquela fumaça na nossa cara. Comecei a tossir com aquilo, mas se tem algo positivo ali, eu aguento a fumaça.

Depois o moreninho me pintou como as meninas costumam fazer lá. Mulheres casadas têm uma pintura e as solteiras outra, assim como os homens. Casados: um traço horizontal no meio do rosto e em baixo deste, em cada bochecha duas listras. Solteiros: apenas um traço que vai quase de orelha a orelha com formato meio ====== assim e passa bem no meio do nariz.



Quando ele foi me pintar ia fazer a de casado ai minha mãe, sem entender nada sobre os riscos disse, logo depois que ele explicou sobre a pintura: aah, então o dela é de solteiro. Ele se espantou e perguntou: Solteira? Sim, sim... Não sou casada, mas se ele quisesse poderíamos resolver aquele problema, hahaha, to brincando. Meu coração tem dono. Após a pintura, fomos adiante atraídos pelo papagaio e conversamos com os índios. Eles são divertidos e até me convidaram pra ficar e morar lá.




Aprendi que pra casar o homem tem que passar por um teste de resistência, como: carregar nas costas um tronco equivalente ao peso da mulher – é claro, eu mesma tratei de me zoar –

“ ah, se fosse meu marido então ia morrer de dor na coluna”, todos riam e continuaram zombando, até que um deles disse : “ que isso, aqui a gente treina antes da prova acontecer. É claro que aguentaríamos. Minha mulher tem 90 kg . Ai minha mãe : “ ah, ai Thayana, pelomenos não ia morrer encalhada” até que o mesmo índio disse : “ Encalhada era a ultima coisa que ela seria. Se ela viesse morar aqui ia fazer uma fila de índios querendo casar com ela e eu serei o primeiro da fila” hahahaha. Fiquei muito sem jeito, cobri o rosto enquanto ria e até fiquei com as maçãs do rosto vermelhinhas.

Ficamos um pouco mais ali, até mesmo pelo papagaio – principal motivo.


Outra prova é encontrar um porco no meio da floresta – que seria largado lá por duas pessoas que fariam o animal se perder e vagar sem destino. O noivo teria que encontrá-lo e mata- lo. Além disso, teriam que acertar no alvo, no arco e flecha, entre outras provas.

Achei que encontraria índios horrorosos, mas me enganei. Tem alguns que são bem bonitos, só falam tudo errado, né. Imaginei pessoas nuas, cobertas apenas por tangas e/ou saiotes. Esperei mulheres com os seios a morsta, andando curvados, como macacos e falando uma linguagem fora do meu entendimento. Não que eu tenha me decepcionado, pois já havia sido preparada para o que eu encontraria naquele mesmo dia, mas confesso que gostaria de conhecer uma sociedade/tribo primitiva, que viva do escambo, caça, pesca, entre outros, pessoas desprovidas de energia elétrica, rede de comunicação – que fosse através da fumaça ainda – etc.



Legal saber que eles, quando terminam os estudos – da escola – saem da tribo para estudar e depois voltam. Costumam fazer Antropologia, Curso normal, medicina e até direito. Alguns não voltam – é o que eu faria. O indiozinho disse que ele nunca sai da aldeia, nem pra festas ou outros eventos. Devem ser doidos para terminar logo a escola e ficar livre de toda aquela prisão, sem graça e entediante.

Enfim... Depois de ver e saber quase tudo sobre os índios, fomos conhecer o centro histórico de santa cruz de Cabrália. A primeira missa foi rezada em coroa vermelha, vieram com os portugueses, os jesuítas, para catequizar os índios e aquele vilarejo que vimos hoje foi o primeiro construído no Brasil. Começaram pela parte alta da cidade, para ter uma visão mais ampla e depois foram para a parte de baixo. A igreja ali construída foi feita com apenas uma torre – representava o inacabamento desta- só assim não precisariam pagar imposto aos portugueses, afinal os jesuítas nem tinhas essa condição.


Descobri que o nome “porto Seguro” surgiu após a carta de Pero Vas de Caminha, que em uma parte, dizia que ali, naquela região tinha um porto que era seguro para ficar e se proteger, daí o nome da cidade.

O guia Don Juan nos explicou tudo sobre esse vilarejo, nos apresentou o museu e disse que nem Pedro Álvares Cabral sabia de coisas que eles sabem – descobriram depois de muitos anos.

A prisão, ali era assim: a dos homens tinha visão para o mar – seria uma tortura para eles ver o que estavam perdendo- e a das mulheres não tinha visão pra nada. Estas só seriam presas em caso de Adultério, já os homens, tinham mil e um motivos para serem presos, mas por isso, o guia, não disse nem que sim nem que não, mas não duvido nada que eles não fossem presos mesmo. Machismo! Mas as mulheres não escolhiam os maridos, eram os pais, se caso elas não gostassem deles e os traíssem, seriam presas, mas teriam o direito de refletir, ouvir sermão do padre ( afim de convencê-las de que esse é seu destino e que elas deveriam aceitar). Se ele conseguisse persuadi-las, elas sairiam caso contrário, elas permaneceriam ali.



Enfim... Depois dali, paramos no supermercado, compramos coisas para beliscar, pegamos a balsa e fomos para Santo André, conhecemos a praia de santo André, onde tem a costa brasilis, um hotel super chique, alto nível. Daí em diante eu não aguentei, estava tomada pelo sono e apesar de terem parado na estátua de santo Antônio – já nesta cidade – eu fiquei no carro. Pararam em mais uma praia e depois pegamos a balsa para voltar para o hotel. Chegamos neste por volta das 18h, nos arrumamos e enquanto eu ficava no computador, Juliana e papai dormiam.

Por volta das 21h fomos jantar a calderada de frutos do mar de dois dias atrás, que agradou muito, menos a mim, que fiquei no meu bifinho.

Paguei 20 reais para ouvir uma moça que leria meu futuro. Não falou nada demais. Minha saúde está ótima e não ha nada nela que eu precise me preocupar muito, estou próxima de uma declaração e esse, pra mim, será um mês de alianças. Saiu várias vezes a roda da fortuna e ela disse que meu futuro é de muito dinheiro, sorte, riqueza, dinheiro, fortuna, realização profissional e grande crescimento neste.

Perguntou se tenho algo a ver com justiça, eu disse que sim, afinal, tenho. E sou admirada pelas pessoas a minha volta por ser justa, não gostar de discriminação e por querer sempre a justiça.

Em cima de mim, tem muito olho gordo, não devo contar para todos sobre meus projetos e/ou planos.

Enfim... Compramos nas lojinhas e fomos para uma festa na “ilha dos aquários” – fomos de balsa até ela.



Chegamos lá por volta de meia noite, era cheia de aquários, com peixes de todos os tipos. Fiquei encantada, tirei muitas fotos e depois caímos na noite.

Assim que chegamos o assédio começou, me faziam rir. Fingia não vê-los/ouvi-los.

Ninguém conseguiria me conquistar. Ninguém! Se não me enganei na conta, por volta de uns trinta meninos tentaram alguma coisa e nenhum, nenhum conseguiu, afinal o único pra mim, está me esperando no Rio.

No bar mesmo a loira de ajeitou com um loiro, com cara de gringo, que falava com sotaque paulista, mas era de “floripa”.


Fiquei dançando sozinha, não foi muito divertido afinal estava rodeada de bêbados, pulantes e alegres, legal, mas eu não estava, afinal sozinha não dá pra se divertir muito.

Inventei nomes, falei de tudo, para esses garotos. Morei em SP, em MG, Brasília e até de campinas eu fui. Com direito até a sotaques e gestos.

Fui pra zoar, me divertir e foi o que fiz, acabou que voltamos para o hotel quase 4 da manhã.