domingo, 23 de janeiro de 2011

Graças à Lua

Mesmo depois de chorar, brigar e implorar, dizendo que eu queria ficar, não teve jeito, tive que ir. Na verdade eu só fui porque meu lindo pai me chantageou emocionalmente, falando que esse seria o ultimo feriado dele até o carnaval e que eu teria minhas férias inteiras, até março pra curtir o quanto eu quisesse. Ele tem razão.
Eu amo aquele lugar, sou apaixonada pela praia, pela lua – que estava linda e cheia-, adoro as pessoas e o que fazemos, mesmo quando não fazemos nada, mas só o fato de reencontrá-los já é algo que me deixa muito feliz, mas dessa vez eu não estava com nenhuma vontade de ir.
Eu tinha mil e trezentas coisas pra fazer no Rio. Festas, sociais, boates, aniversários. O que posso fazer se sou uma pessoa importante e bem relacionada, que todos fazem questão da presença? Vida de celebridade é assim, mesmo, ué.
Além do mais, estou com alergias e não posso colocar biquíni, não posso entrar no mar, nem na piscina, ou seja, não teria nenhuma graça pra mim, estar em sitio bom. A não ser pela noite e pelas pessoas. Mas ir, olhar aquela praia linda e não poder cair naquele mar delicioso, é complicado. Claro que eu não resisti, joguei tudo pro ar e já que eu estava no paraíso, resolvi abraçar Deus – no sentido figurado, obviamente.
Não fiz muitas coisas, fiquei entediada em alguns momentos, mas agora, finalmente, estou voltando pra casa, mais uma vez.
Preciso urgentemente comer uma comidinha Japonesa, rever minha Best ( Luisa ) e minha pequena ( Mayara ). Estou com saudades delas e essa semana, com certeza vou fazer alguma coisa lá em casa. Preciso socializar...
Agora, estou na estrada, presa num delicioso engarrafamento, louca pra ver o Julio e bastante entediada. A lua está linda, baixinha, com uma cor forte, diferente e começando a minguar, ta perfeita, nem grande nem pequena, nem alta nem baixa, perfeita, linda. Tão linda que sua cor reflete no mar, formando um raio prata, grosso e extenso.
Na praia de Sitio Bom isso costuma acontecer. A praia, esses dias, não precisava nem de iluminação artificial. A lua fazia o trabalho todo e iluminava nosso caminho muito melhor do que qualquer luz. Perfeito!
A lua salvou meu final de semana, se não fosse por ela, eu estaria arrependida de ter fugido da minha vida social tão agitada e caído no papinho persuasivo dos meus pais.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Ne me quitte pas.

Não me deixe. Dont´t leave me.  Ne me quitte pas.

Em outros tempos queria deixar. Em algum momento quis poder. Já outras tantas vezes quis querer, mas o querer só existe quando se pode ser bem mais do que é. Insisto outra vez em deixar mas não me envolvo. Descobri que não é o mistério que me atrai, mas a idéia de que um final gravado de acordo com a vontade de alguém, ainda assim possibilita inumeras interpretações. O fato é feito, consumado. Mas muda. De mente pra mente, ora sendo sutil e maleável, ora sendo direto e firme. E por poder mudar é que me sinto livre pra escrever meu próprio final e me adaptar ao seu ne me quitte pas.


"Rapte-me camaleoa/Adapte-me a uma cama boa/Capte-me uma mensagem à-toa/De um quasar pulsando loa/Interestelar canoa. Leitos perfeitos/Seus peitos direitos me olham assim/Fino menino me inclino pro lado do sim/Rapte-me, adapte-me, capte-me, it's up to me, coração/Ser querer, ser merecer, ser um camaleão. Rapte-me camaleoa/Adapte-me ao seu ne me quitte pas"


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Home Sweet Home

Pois é... Eu me acho muito “macho”, muito valente, a que encara tudo, muito forte, que come o que vier, que dorme em qualquer cama, com qualquer travesseiro, que faz xixi em qualquer banheiro e que bebe independente da temperatura, aquela capaz de enfrentar tranquilamente todo tipo de situação. Realmente, pra algumas coisas eu sou isso tudo, mas pra outras...
Mas que macho não tem seus momentos gay?Então... Hoje a machona teve um dos seus.
Não foi culpa minha, é meu organismo, meu estomago, que não agüenta aquele balanço do barco.
Com 25 minutos, 30, de trajeto, meu corpo não agüentava mais, eu não conseguia me equilibrar e tive mais de três princípios de desmaio, além de vir passando mal quase de lá aqui. Minha mãe teve que ir o tempo todo me segurando com força para que eu não caísse pra trás.
Eu não via a hora de pisar em terra firme. Aquela agonia parecia que nunca ia acabar, demorava a chegar e a sensação que eu tinha era de que eu ia colocar meu estomago pela boca naquele terceiro saquinho plástico que eu usava para vomitar.
Finalmente chegamos e eu fui uma das primeiras a sair daquele negócio. Me afastei de tudo que flutuava ou algo do tipo, pisei no chão, respirei aliviada, esperei os outros e viemos para o hotel em Salvador.
Ah é... Tem isso que nem expliquei. Eu estava voltando de Morro de São Paulo, aqui na Bahia. Cheguei em Salvador dia 3 e no dia seguinte, dia 4, fomos pra Morro de catamarã também, mas o da ida era menor e eu tinha tomado remédio pra enjôo, hoje, dia 11, voltamos pra Salvador, pra pegar o avião amanhã e finalmente voltar para o Rio. E dessa vez, além de eu ter esquecido o remédio, o barco era maior e balançava mais.
Depois de quase 15 dias viajando (do dia 29/12/10 até dia 02/01/11  - Sítio Bom e do dia 03/01/11 até 12 – Bahia ), eu já não agüento mais. Quero ir pra minha casa e ficar bem quietinha (se bem que meu pai já está falando em ir pra Sitio bom denovo dia 14).
Essa viagem, apesar de maravilhosa, foi um pouco estressante. O clima, nem se fale... Tão quente que piorava ainda mais nosso humor. Comprei algumas coisas, ganhei outras e no geral, foi tudo muito bom e muito bonito. Conheci praias lindas, comi bem, dormi bem, peguei sol, saí à noite, fui numa festa muito legal, tomei caipirinha, treinei meu espanhol (fiquei muito feliz por isso), vi gente (e o principal... bonita), fiz coisas muito legais, mas já ta de bom tamanho. Eu estou louca para me jogar na minha cama e sentir o cheiro da minha casa. Da MINHA casa.