domingo, 9 de maio de 2010


A solidão não me fez muito bem. Me deu tempo para refletir sobre a natureza das coisas. Eu imaginava como uma pessoa pode ser tão importante na vida de outra num dia, e simplesmente desaparecer no outro.. Não era pra durar pra sempre?

Minha experiencia na vida não foi a que eu tinha planejado. Não aconteceu nada daquilo que eu esperava. Mas eu não me arrependo, e acho que nenhum de nós se arrepende. Passamos por aquilo que tinhamos que passar.

É assim quando você vai tirar férias. Você planeja tudo direitinho,mas aí um dia você faz uma curva errada, ou pega um atalho, e acaba saindo em um lugar estranho que nem consegue achar no mapa,
e começa a fazer coisas que nem imaginava. Talvez se sinta um pouco perdido durante o trajeto, mas depois percebe que foi a melhor parte de toda a viagem.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Como isso funciona ?





Desculpas pelo ocorrido, eu ainda não tinha percebido... você devia saber e sabe. Afinal dizem que ele sabe de tudo. Porque temos que pedir desculpas quando erramos mesmo que isso não envolva ninguém? desculpas a quem? quem aqui dita as regras do jogo? quais são elas? existe mesmo um ser superior a nós que nos ouve e na medida do possível atende nossos pedidos?

Cadê ele que eu nunca vi? porque sou obrigada a acreditar na existencia desse "rei" ou seja lá o que ele for. Porque tenho que acreditar na sua história e na maneira cruel com a qual morreu?
Ele escreve nosso destino... acho que é isso! ele deve ser um escritor. Aí ele teria que fazer com que história corresse da maneira dele. Sem tirar nem pôr. E realmente é o que acaba acontecendo. Afinal o autor do livro aqui é ele. Mas e se nao quisermos que algo aconteça? acha que nossa vontade interfere em alguma coisa? não! a história é dele e ele quer que aconteça, por tanto vai acontecer.
Mas então pq as pessoas acham que ele faz o que a gente pede? pra mim isso não existe. Podem me chamar de sem fé, descrente mas eu não acredito.Raramente alguma coisa que pedi com a maior fé do mundo foi atendida. Qual a prova que tenho de que esse escritor realmente é responsável pelo meu suposto final feliz?
As vezes fico destraída pra tudo que tem acontecido. Bem que eu queria esquecer de tudo que eu considero ruim que tem acontecido comigo. Pode nem ser tão grave assim, afinal tudo é reversível, mas são situações que requerem força, paciência...
Cade meus momentos felizes que eu tinha sempre? cade as pessoas que se diziam minhas amigas? as que hoje criam desavenças por tão pouco... Como funciona isso senhor escritor? nessa vida passageira...
e se eu não quiser isso... como faz ? e se eu quiser mudar?
e se eu não estiver feliz? e se eu quiser fazer com que tudo continue sendo como era antes de ela partir? porque não consigo ter força de vontade o suficiente pra emagrecer? eu não quero isso... não quero !
mas eu não quero isso, senhor escritor. Nessa vida passageira...
Como funciona tudo isso ? auto estima tão baixa assim pra sempre ? o que diz no seu livro? já escreveu essa parte?
As causas são mais complicadas mesmo que as razões sejam erradas... eu poderia escrever que agora eu sei bem que o que me entretem é o que vc tem. Tinha tantas duvidas sobre a sua existencia...e agora eu sei bem. Ele só existe pra quem precisa de um ser superior para depositar a esperança de alguma melhora em sua vida.
Mas como funciona isso senhor escritor? nessa vida passageira...
Me diga, caro escritor... qual vai ser meu final?

terça-feira, 27 de abril de 2010

Inesquecível !



Sem dúvidas foi a melhor noite da minha vida. Ele fez tudo ser como eu imaginava que seria. Foi carinhoso, paciente, amigo, me entendeu e fez com que eu me sentisse muito bem.
Eu esperei muito encontrar a pessoa mais certa, a pessoa perfeita. Eu esperei muito até achar ‘O CARA’. E assim que eu o conheci, logo pensei: “é ele!”
Como não costumo ter muitas pré-munições ou avisos de que algo está para acontecer ou que alguém é certo para qualquer coisa, resolvi conhecê-lo melhor. Ficamos, terminamos, voltamos, terminamos, namoramos, terminamos, voltamos, terminamos e voltamos. Em quase dois anos acho que consegui ter uma idéia de com quem eu estava lidando.
Não sou nada sensitiva e muito menos médium. Mas com ele foi diferente. Senti em seu espírito uma energia positiva, como se fosse um anjo que Deus ou sei lá quem colocou na minha vida pra iluminar meu caminho, meus passos.
Eu não sou muito fiel, não acredito muito no imenso, único e grande poder divino, mas dessa vez, novamente foi diferente.
Eu sabia, tinha certeza de que ele me trataria como eu mereço. Não foi NADA agradável pra ele e muito menos pra mim. Mas quanto a mim, eu teria que aceitar, afinal quem queria virar mulher era eu. Mas com relação a ele não. Tava na cara que ele só estava ali porque com certeza carrega no peito um sentimento real.
Todas as minhas amigas, ou quase todas... Mais velhas e mais novas já tinham passado dessa fase. Algumas recentemente e outras há mais tempo.
Não fui “por onda”, fui porque eu quis, porque senti que havia encontrado o lugar, a pessoa, o momento.
Depois de mais de 3 horas de puro amor, nos deixamos embalar num sono profundo. Meio dia fui acordada com beijos, carinhos e sorrisos. Veio-me a cabeça o devaneio sobre ele, novamente. Como poderia me arrepender um dia de ter me entregado a alguém como ele? Jamais me arrependerei – presumi.
Um dia se passou e no outro novamente estávamos ali. Na mesma cama, no mesmo clima, no mesmo amor.
Não vou dizer que foi a coisa mais tranqüila do mundo. Doeu e muito! Mas com o tempo vai melhorando. O que mais me importa é que ele é um amor, o meu amor. O homem que eu quero passar muito tempo junto.
Hoje, só tenho a agradecer seja lá a quem for por tamanha sorte de ter achado alguém como o Léo pra entregar a responsabilidade de ser o meu primeiro homem.
Claro! Só tem UMA explicação... É amor.
Sei que muitas pessoas que eu não gostaria que lessem isso aqui, vão ler. Sei que qualquer um pode ler, sei que se trata de uma exposição grande da minha intimidade. Mas eu defendo - desde o início desse blog - a idéia de tê-lo criado única e exclusivamente para ler depois e me recordar do passado. Como um diário que guardamos no fundo do armário, esperando passar 10 anos para que possamos rir da maneira que pensávamos antes. Por isso não o divulgo em lugar nenhum e pra ninguém. Gostaria que fosse algo só meu, mas é muito difícil. Até meus pais já descobriram ele. Mas também, eu dei brecha, não os culpo. A sorte é que quase não entram, rs. Enfim... Que leiam, fazer o que... Vou ter que pagar um preço por querer ler sobre mim mesma no futuro.