quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Home Sweet Home

Pois é... Eu me acho muito “macho”, muito valente, a que encara tudo, muito forte, que come o que vier, que dorme em qualquer cama, com qualquer travesseiro, que faz xixi em qualquer banheiro e que bebe independente da temperatura, aquela capaz de enfrentar tranquilamente todo tipo de situação. Realmente, pra algumas coisas eu sou isso tudo, mas pra outras...
Mas que macho não tem seus momentos gay?Então... Hoje a machona teve um dos seus.
Não foi culpa minha, é meu organismo, meu estomago, que não agüenta aquele balanço do barco.
Com 25 minutos, 30, de trajeto, meu corpo não agüentava mais, eu não conseguia me equilibrar e tive mais de três princípios de desmaio, além de vir passando mal quase de lá aqui. Minha mãe teve que ir o tempo todo me segurando com força para que eu não caísse pra trás.
Eu não via a hora de pisar em terra firme. Aquela agonia parecia que nunca ia acabar, demorava a chegar e a sensação que eu tinha era de que eu ia colocar meu estomago pela boca naquele terceiro saquinho plástico que eu usava para vomitar.
Finalmente chegamos e eu fui uma das primeiras a sair daquele negócio. Me afastei de tudo que flutuava ou algo do tipo, pisei no chão, respirei aliviada, esperei os outros e viemos para o hotel em Salvador.
Ah é... Tem isso que nem expliquei. Eu estava voltando de Morro de São Paulo, aqui na Bahia. Cheguei em Salvador dia 3 e no dia seguinte, dia 4, fomos pra Morro de catamarã também, mas o da ida era menor e eu tinha tomado remédio pra enjôo, hoje, dia 11, voltamos pra Salvador, pra pegar o avião amanhã e finalmente voltar para o Rio. E dessa vez, além de eu ter esquecido o remédio, o barco era maior e balançava mais.
Depois de quase 15 dias viajando (do dia 29/12/10 até dia 02/01/11  - Sítio Bom e do dia 03/01/11 até 12 – Bahia ), eu já não agüento mais. Quero ir pra minha casa e ficar bem quietinha (se bem que meu pai já está falando em ir pra Sitio bom denovo dia 14).
Essa viagem, apesar de maravilhosa, foi um pouco estressante. O clima, nem se fale... Tão quente que piorava ainda mais nosso humor. Comprei algumas coisas, ganhei outras e no geral, foi tudo muito bom e muito bonito. Conheci praias lindas, comi bem, dormi bem, peguei sol, saí à noite, fui numa festa muito legal, tomei caipirinha, treinei meu espanhol (fiquei muito feliz por isso), vi gente (e o principal... bonita), fiz coisas muito legais, mas já ta de bom tamanho. Eu estou louca para me jogar na minha cama e sentir o cheiro da minha casa. Da MINHA casa.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Ressaca !


No dia 31 de dezembro de 2010, no cas do clube de Sítio Bom, os fogos estavam lindos, eu olhava e viajava nos meus devaneios, que estavam tão presentes e tão ativos, que  toda aquela barulheira, chegava a ficar quase que silenciosa. Meus olhos brilhavam diante de toda aquela maravilha. A festa foi boa, passei ao lado da parte da família que eu realmente posso chamar de família, fiquei com o menino que eu tenho vontade de beijar desde que o vi pela primeira vez – carnaval de 2008. Levados pelo ritmo do hip hop, nos deixávamos embalar por uma dança sensual e a cada minuto, ele me puxava delicadamente - como se não quisesse que eu percebesse as suas reais intenções- pelas costas para que eu me aproximasse dele. Até que nossos corpos ficaram quase que totalmente juntos. Ele tem uma maneira característica de dançar: sempre fica com a mão na testa, olhando pra baixo e rebolando o quadril – daí o apelido, obviamente criado por mim, Rebolation. Uma das mãos ele já tinha tirado da testa e colocado nas minhas costas, até que finalmente ele movimentou a outra mão até a minha nuca e aproximou seu rosto do meu. Fechei meus olhos, esquivei um pouco mas logo pensei que seria uma tremenda idiotice perder uma oportunidade dessas e nos beijamos. Até que ele beija bem...
Estávamos suados, a sensação térmica, pelomenos pra mim, era de 45 graus. Ele me olhou por alguns segundos, como se admirasse algo lindo, sorriu, segurou meu rosto com as duas mãos, como se não acreditasse no que estava vendo e me abraçou. Perguntei o porquê daquele olhar e ele me respondeu que há muito tempo ele queria aquilo. Então porque não disse logo, né...  Vai entender. Ele pegou a minha mão e colocou no coração dele, que batia acelerado e eu perguntei novamente o porquê daquilo e ele mais uma vez me respondeu que queria aquilo há tanto tempo que nem mesmo seu coração estava acreditando. Que gay! Enfim...
Nos beijamos mais algumas vezes, ele me pegava pelas costas e me colava nele, o que me fazia suar ainda mais. Eu só conseguia pensar que aquilo só podia ser um sonho e me perguntava se a Fabiana estava vendo aquilo. Ela sabia o quanto aquele momento tava sendo importante pra mim.
Depois a festa acabou, ele foi embora e eu continuei na rua, quer dizer, na praia. Cheguei em casa com o sol raiando e pouco consegui dormir. Meu sono anda meio agitado ultimamente.
No dia seguinte, ou seja, ontem, fui pra uma festa que rendeu boas histórias. Quando cheguei em casa tudo a minha frente parecia girar e eu não conseguia nem me equilibrar nem andar em linha reta. Como diria minha abençoada mãe, eu cheguei trocando as pernas. Quando acordei, olhei pro meu pulso e cadê meu amado relóginho?  Pois é, perdi. Ele é todo de encaixar, deve ter desencaixado e caído do meu braço em algum momento que não faço idéia de qual tenha sido.
Agora, minha cabeça está pesada, sinto um enjôo indescritível e to começando a sentir fome e vontade de comer. Detalhe que são quase 20 h e eu acordei por volta das 13.
Ta decidido! Vou dar um tempo de bebida. Já esta na hora de isso acontecer. Não digo que nunca mais irei beber (apesar de eu já ter repetido isso umas 50 vezes hoje), mas que eu vou ficar um bom tempo sem sentir nem o cheiro de álcool, ah isso eu vou.