segunda-feira, 28 de março de 2011

Devo ser mesmo muito idiota!


Isso tem história...
Desde criança, na escola, sou subestimada. Ouço coisas que me fazem pensar que sou pior/ que posso menos que os outros. A adolescência chegou, e as piadinhas, os nomes pejorativos com relação à minha capacidade mental e ainda o fato de eu sempre ter sido gordinha, fez com que tudo piorasse, porque além de “burra” eu também era “gorda”. Fui crescendo e, infelizmente, carreguei comigo um complexo. Não com relação ao meu peso – que só aumentou de lá pra cá. Com isso, inclusive, eu sou até bem segura para o normal. A maioria chora, se desespera com um “Fala, gordinha”. Eu não. Rio, brinco, caio na onda. Mas o primeiro que subestimar minha capacidade de raciocínio consegue sim me magoar.
Minha mãe me criou fazendo o contrário do que todos na escola diziam que eu era. Todo dia ela fazia questão de me dizer que era como todos os meus colegas, apenas tinha mais dificuldade em entender, prestar atenção, etc. Não agüentando a situação de ver a minha auto-estima tão baixa, cada vez mais baixa, todo dia, ela resolveu buscar saber o que poderia ser. Foi aí que entrou a neurologista, que diagnosticou: TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade). Ela então passou um remédio – Ritalina- e meu rendimento escolar começou a crescer muito. Não absurdamente, mas pelomenos eu não ficava mais estudando o dia inteiro para chegar na prova e tirar 0,5. Comecei a tirar 6,0, 7,0 e até 8,0, o que pra mim era impossível antes do remédio. O que muitos chamavam de preguiça, descaso e outros nomes, eu passei a chamar de TDAH. Me esforçava ao máximo para prestar atenção e estava conseguindo e isso me deixava muito feliz.
Desde a 7ª série até o segundo ano do ensino médio, eu tomei esse remédio. No terceiro, minha mãe preferiu cortar. Afinal, remédio tarja preto e com a maturidade, talvez eu conseguisse fazer sozinha o que o remédio fazia.
Eu consegui sim. Em parte! Ia para a escola todo dia, nunca fui de faltar aula, aliás eu detesto. Prestava o máximo de atenção, até mesmo em aulas que eu não gostava, visando conseguir um bom resultado nas provas de vestibular. Estudei razoavelmente bastante. Meu erro foi ter resolvido mudar de carreira depois de ter me inscrito e realizado todas as provas, exceto uma.
Coloquei a carreira que eu queria, justamente na única que faltava- UERJ. Passei  - em décimo lugar-  e foi pra lá que eu fui. Ninguém esperava! Todo mundo pensava que eu não era capaz. Bem... Surpreendi!
 Estou adorando o curso e no semestre passado passei com notas excelentes.
Hoje em dia, me tornei uma pessoa com algumas defesas do tipo: Não admito que se aproveitem de mim. Se eu sentir que alguém está tentando, eu me revolto. Tudo bem que ninguém gosta que alguém se aproveite, mas comigo é algo em excesso. Já sofri muito por isso, já fiz inúmeros trabalhos sozinha e ainda ouvi críticas no dia da apresentação, de gente que não tinha feito nada e que inclusive só foi ver como o trabalho tinha ficado no dia que era pra entregar. Eu não quero e não pretendo passar por isso denovo.
Bom, agora vem a real e principal questão do texto: Minha mãe.
Sim, exatamente! A que sempre me fez pensar que sou tão capaz quanto X e Y, hoje me subestima mais que qualquer um.
Diz que não vou conseguir fazer em tal prazo, que é pouco pra mim, que não vou conseguir chegar a tal lugar e como vou voltar de um lugar que não conheço? Ela nem pega ônibus e fica querendo me dizer onde devo saltar. Eu sei o que fazer. Tanto que fiz e ela se deu mal, achando que eu me perderia. E ainda ficou me zoando por eu ter pego dois ônibus para voltar de um lugar que eu não fazia a menor idéia de onde era.
Parece que ela acha que sou uma idiota e que não sou capaz de nada se não tiver alguém do meu lado para me orientar.
Já chorei muito por causa disso, inúmeras vezes. Uma das pessoas que mais amo na minha vida, me fazendo sofrer tanto.
Ela pode chamar de drama, mas eu não acho que seja, visto que além de ela não me elogiar nunca – pelomenos não pra mim e nem na minha frente-, não consegue aceitar um elogio que façam a mim.
Por exemplo: “Nossa! Como ela emagreceu!” Ela torce o nariz, franze a testa e diz: “Mais ou menos né...” Porque não concorda?
E é sempre assim! Não é fácil querer sempre ser a melhor – ao ver dela- e nunca conseguir um misero elogio.
Contei uma breve história da minha vida... O que realmente me afeta, então, para os poucos que lêem... Jamais insinuem que não vou conseguir fazer alguma coisa ou que sou burra por não estar entendendo determinado ponto de uma matéria. Nunca tentem me fazer de boba, isso realmente me irrita.

Obs: E para piorar, minha TPM não passa!

domingo, 27 de março de 2011

Wake me up before you go-go ...




Wake me up before you go-go
'Cause I'm not planning on going solo
Wake me up before you go-go
Take me dancing tonight
I wanna hit that high yeah yeah

Hard Rock - anos 70 e 80, mas muito divertido!

Sex, Drugs and Eletronic Music.


O sexo é como uma droga. Vicia. Uma vez dependente, sempre dependente, visto que é um dos vícios mais difíceis de serem curados. Nada pode definir a sensação de não ter com quem fazer sexo, ou até ter, mas esse alguém te tratar como mais uma e nem se quer te ligar no dia seguinte. Complicado...
Não é meu caso, creio eu. O sexo com ele, tem me deixado muito bem, feliz e em paz comigo mesma. Fora auto-estima que cada dia aumenta mais.
Na madrugada escura e fria, saio na ponta dos pés. Cansada, com sono, mas ele, como sempre, cheio de disposição e eu que não resisto a uma provocação, resultado: O melhor possível.
Vou ao encontro dele e nos deixamos embalar pelo calor dos corpos a noite inteira- , ao som de várias musicas eletrônicas-. Não inteira inteira, porque depois do prazer veio a diversão- se é que consigo ser clara, ao dizer diversão- e em seguida o sono.
Sono esse que durou quase quatro horas e meia, depois mais uma hora, mas depois que passa o “efeito alegria”, o corpo volta ao normal e o normal do meu é ser quente e não parar nunca. Exatamente isso que foi feito. Usei meu charme para chamá-lo e tive que ouvi-lo dizer algumas vezes que eu o ignorei a noite toda. Claro! Num estado desse, não se consegue sentir nada- pelomenos eu.
Mas desde meio dia e meia até tres e meia da tarde, eu me dediquei integralmente a ele: beijei, abracei, fiz ele bem feliz, tudo do jeitinho que ele gosta. Depois, mais um pouco de alegria e um banho para fechar com chave de ouro.
 Ele então, foi embora, feliz- tava na cara- e cansado. Deve cair na cama e dormir que nem um anjo. Foi isso que eu fiz. Só fui acordar lá pras seis da tarde com uma fome inexplicável. Depois de comer, um texto para não esquecer.
Essa onda que não passa... Preciso de mais uma dose de sexo e outra de risada.


(J.B.L)