sábado, 25 de junho de 2011

O princípio de uma nova queda


Antes de conhecê-lo oficialmente (porque a gente já se conhecia antes através de amigos em comum), quero escrever o que acho dele.
É bom ler depois que conhecemos uma pessoa, o que pensávamos dela antes.
Então, ele tem sido muito carinhoso e suprido boa parte da carência que a praga fez o favor de deixar.
Falando no diabo, ele me ligou esses dias para saber como eu estava, no meio da tarde. Até estranhei, mas que se dane, esse texto aqui não é sobre ele. Chega de falar dele nesse blog.
O assunto agora é sobre uma pessoa muito legal que “conheci por acaso", pq ele me adc no face e pediu meu MSN. Desde então meus dias tem sido mais alegres, eu acordo mais feliz e penso muito nele.
Não sei se é coincidência ou se a gente realmente se parece muito, pensa igual, conversa sobre os mesmos assuntos e até nossas mães tem o mesmo nome. É estranho como o destino armou tudo direitinho para nos juntar.
Hoje ele vem aqui em casa junto com um outro pessoal que chamei (o de sempre: Carol, Brenno, Luisa, Renan, Thayná, Ju e agregados) e aí sim vamos nos conhecer de verdade.
Se ele for tudo que diz e que parece, é tudo que estou precisando nesse momento.
Só quero ver aonde isso vai dar. Não estou disposta a me jogar lá do alto denovo e tomar outro tombo. Demorei para me recuperar do ultimo e está muito recente.
Vou caminhando para a beirinha dele, mas bem devagar. Se eu conseguir chegar, vou tentar ficar por ali mesmo. Só observando.
E se o vento estiver a favor,
o tempo estiver ensolarado,
meu corpo pedir um pouco mais de emoção
e minha mente necessitar de liberdade,
dali vou me jogar.
E se eu não for feliz e na queda me esburrachar,
vou levantar e mais uma vez me recuperar.
Mas se eu não sentir segurança em pular,
farei o possível para não arriscar.
O topo é alto, a queda é feia e a recuperação é ainda pior.
Eu só espero que eu não faça, mais uma vez, a escolha errada.

(Rob.Rod)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Miscigenação


Não sou contra quase nenhum tipo de mistura. Raça, cor, gênero, religião, espécie, classe social, nada. Acho que tudo isso pode se misturar. A natureza vive em mutação e esta ocorre devido à miscigenação.
Sou até contra a quem não é a favor de misturas. Pessoas mais velhas tem o maior repúdio a qualquer tipo de mistura. Cor e classe social, então, são as principais. Eu não vejo problema algum.
Porém, outras coisas não podem nem chegar perto, muito menos se misturar. Por exemplo, no nosso organismo, jamais podemos misturar bebidas destiladas com fermentadas. Causa revertério e tudo que você ingeriu volta triturado com um gosto e um cheiro péssimo. Além disso, sua cabeça começa a rodar, você se sente outra pessoa. Faz e fala coisas que jamais faria se não estivesse feito essa mistura em tão grande quantidade.
Outra coisa que não pode ser misturada é bebida com maconha. Se você beber muito, esquece! Nada de fumar hoje. Causa revertério também e tudo que foi ingerido vai ser regurgitado.
Remédio e bebida... Nossa, quer ter insegurança e passar mal é misturar remédio tarja preta com álcool.
Nosso organismo é sensível demais e por isso precisamos cuidar bem dele. Acontece que eu não sou do tipo de pessoa que se preocupa com isso. Quero aproveitar a vida, as oportunidades. Vou onde o vento me levar, pois é dele que sou filha.
Faço o que eu quero, na hora que quero e só o que me faz parar são meus princípios e valores.
Mesmo sem saber exatamente como funciona e porque tudo isso que eu citei acarreta problemas, digo com toda a minha certeza que faz muito mal à saúde e, justamente por isso, eu não quero mais maltratar meu organismo, ainda que eu saiba o quão difícil será cumprir essa minha vontade.

“Noite passada exagerei e hoje quando eu acordei, me diga o que aconteceu, não sei seu nome, quem sou eu? Me leva de volta pra casa. O que aconteceu aqui? Não sei, nem quero descobrir! Me leva de volta pra casa”.

sábado, 18 de junho de 2011

Que assim seja


"A saudade aumenta, a vontade nem se fala e a dúvida ainda mais, mas tudo bem, é assim que tem que ser. Tudo que vem fácil, vai fácil. E não sei se por você ter vindo fácil, já está indo, ou se essa instabilidade que eu estou sentindo é um sinal de que não vai ser tão fácil ter você. De qualquer forma, eu ainda não desisti de você não, só não parei de viver por isso. Até porque, minha vida não anda, corre, ela não decola, voa. E olha que eu tava querendo aterrizar, passar a caminhar, pausar um pouco o meu relógio, mas pelo visto Deus não quer que seja assim. Nem ele e nem você. Só sei que se a minha vida continuar nessa velocidade toda, qualquer dia eu vou sofrer um belo acidente. Enfim, que assim seja."
(Thayná Meyohas)
Comecei meu texto com um trecho muito legal do Blog da minha grande amiga Thayná. Gostei dele porque ele descreveu exatamente o que estou sentindo nesse momento.
Ele não liga, não se importa em saber se ta tudo bem, não faz questão de me agradar e acha que vai poder me ligar no final de semana e vir pra cá se satisfazer comigo.
Tudo bem que era assim, mas antes ele não cagava tanto pra mim. Eu sei que não é só ele que se dá bem nessa história, afinal, que pegada! Rs. Mas acontece que da parte difícil ele corre, só que a fácil que é o sexo. Agora, me dar apoio, rir, chorar, me abraçar, viver ao meu lado e comigo, ele não quer.
Estou arrasada. Com o meu coração muito partido eu dei nele um selinho e disse: “Tchau”.
Me troca pra beber com os amigos e nem sequer me chama. Não se importa com a cirurgia da minha mãe e nem disfarça pra eu não perceber. Chega aqui meia noite inquieto, querendo descer e acha que vai. Sente frio me pede de volta o casaco, deixando ainda mais claro que eu jamais poderei esperar dele um ato de carinho e cavalheirismo.
Ele não me abraça, não me elogia, esquece que eu existo, não responde minhas mensagens, como se estivesse muito ocupado.
Mas final de semana, ele não perde a oportunidade de me ligar e dizer que está vindo.
Com meu coração na mão e partido em mil pedaços eu digo que realmente cansei disso tudo.
Eu preciso me valorizar. Não é assim que as coisas funcionam e não é desse jeito que ele vai conseguir algo vindo de mim.
Só sei que ele se deu muito mal. Saiu daqui seco e por mim, assim morreria.
Não quero mais ser carinhosa e me dedicar a alguém que nem liga pro que eu faço, não faz a menor questão de exaltar que o que eu faço agrada ele.
Meu coração, repito, está partido, mas estou começando a parar de gostar tanto dele. Odeio que me maltrate e/ou me ignore. Detesto que minta pra mim e invente desculpas pra me enrolar. Não nasci ontem e não suporto quem pensa que sim. Eu tenho plena certeza e convicção de que sou capaz de encontrar coisa melhor. Sei das minhas qualidades e colocando na balança estão muito mais pesadas do que as dele.
Se eu não mostrar pra ele que me dou ao valor e ao devido respeito, ele jamais saberá.
Se ele continuar assim, deixa pra lá, que assim seja, né, Thayná ...


(J.B.L)