sábado, 21 de maio de 2011

Sábado solitário


Ontem- sexta feira- não fiz nada porque hoje tive que acordar cedo pra ir pro espanhol e hoje- sábado, 10h40min da noite-, eu estou morrendo de sono porque acordei cedo. Legal! Sinto que por mais seis meses, perdi meus fins de semana.
Hoje passei o dia estudando. Não consigo mais pensar em nada a não ser nas provas que farei essa semana, na música que preciso aprender a tocar e que hoje é sábado, é noite e eu estou em casa, sozinha. Nem meu pai está aqui, porque está viajando, então estou sem nenhuma presença masculina mesmo, fora meu primo que acabou de sair daqui, depois de passar mais de duas horas comigo. Pelomenos isso!
Estou com sono e tudo que consigo ver é que estou num final de semana e presa em casa.
Estou cansada e tudo que me vem a cabeça é o que eu poderia estar fazendo se não fosse tão trouxa, insegura de mim, preocupada e digna. Se eu não tivesse valores e resolvesse seguir o que meu corpo me mandaeu fazer, muito mais do que minha cabeça, talvez agora eu estivesse muito mais feliz e acompanhada.
Se eu fosse me guiar pelo fogo que tenho, não ia sobrar um, no mundo, que eu não tivesse passado o rodo, pelomenos duas vezes- sem exagero.
Estou desanimada e tudo que sei é que nada sei. Mentira! Eu não vou começar a filosofar aqui agora, só porque passei o dia estudando a linda, maravilhosa filosofia.
O que eu ia dizer que eu só sei que tenho um filme pra ver, uma bacia de pipoca quase sem nada- porque eu já comi tudo- e uma cama vazia, fria e triste.
Preciso deitar, mas tenho certeza que se o fizer, me vai vir um sentimento de solidão, que unido à TPM, vai me fazer chorar e ficar mal.
Estou certa de que tudo que sei, suponho, penso, etc., vai se desfazer na fumaça dos meus pensamentos quando eu deitar e olhar pro teto, recordando tudo que fiz essa semana.
Vou esquecer tudo que me incomoda, inclusive você, que me faz lembrar toda hora que eu não te tenho mais. Me falta inspiração. Até isso você me roubou. Sobrou alguma coisa que você queira tomar de mim? Porque se tiver, essa é a hora, pode levar!
Estou com medo e tudo que preciso é me encolher na minha cama, fechar os olhos e repetir dez vezes: “Que mal há em ficar sozinha, em casa, com frio, num sábado a noite?”
E depois que tudo se esclarecer e eu conseguir achar a resposta pra essa pergunta, nada mais me afligirá. Eu terei te jogado fora, junto com todos os outros pensamentos que estavam me incomodando. Sairão em forma de fumaça.
Estou triste, cansada, com sono, sozinha e desanimada e tudo que as pessoas me dizem é: Calma, uma hora você encontra o que procura. Como dizia a encalhada do Cócegas: “Quando você menos esperar pinta. E não piiintaa!!”
Não estou encalhada, eu tenho com quem ficar. Acontece que cansei de me divertir com gente que não quer nada sério. Cansei de ter sempre a sensação de não poder me apegar. Cansei de fingir que não estou sentindo nada e, no fundo, estar adorado. Cansei de me sentir assim aos finais de semana e cansei, sobretudo de ter que ficar me cansando de alguém, de tempos em tempos- ou dela se cansar de mim. Eu acho que o problema é comigo. Passei a tratar as pessoas do jeito que elas me tratam, aprendi a odiá-las e acabei por me odiar mais ainda.
Quero alguém sério, firme. Um homem, eu diria. Mas não é menino não, é HOMEM mesmo!
Estou querendo descansar, preciso dormir e nada mais vai me atrapalhar. Nada vai me faltar.
Nada mesmo!
Eu não preciso de ninguém.
Eu acho...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A dádiva de esquecer

Estou o dia todo lembrando de como era quando eu tinha você.
Por mais que a gente não ficasse muito tempo junto,
Eu adorava poder te rever.
Passava a semana pensando maneiras de te satisfazer
Sem, no entanto dizer o quanto eu gosto de você.
Esquecendo que atitudes valem como palavras e você podia perceber.
Hoje, o tédio me consome e a saudade não some.
Meus dias estão mais vazios e a minha cabeça não sabe no que pensar.
Faculdade, trabalhos e cursos, nada consegue me distrair.
Quando é que isso vai passar?
Não era o que eu esperava, mas também não foi muito diferente
Do que eu imaginava.
Só não pensava que eu pudesse sentir tanto a sua falta.
Coisa de momento? Sim!
Porque logo que você saía, eu te esquecia.
Eu sentia que só te queria naquele instante.
Parecia até que eu te amava, mas só ali, naquela hora, naquele segundo.
E logo depois já não era tão profundo.
Não por deixar de te amar, mas por nunca ter te amado.
É passado e eu vou te esquecer.
Os dias passam, o relógio corre, o vento soa.
Instantes seguidos tentando entender.
Horas de tédio e o silêncio que ecoa
Com um toque de nostalgia que me persegue
Que te persegue. Será?
Tantas coisas perseguimos, tantas coisas nos perseguem.
É preciso dar sentido a tanto, sentido a percepção de
Não perceber nada.
Olhar, ver, sentir e esquecer...
Te olhei, te gostei, dei carinho e agora preciso te esquecer.
Ah, que dádiva esquecer...
Quem dera se eu possuísse, além dela, a dádiva de esquecer rápido.
Que bom seria se eu pudesse te esquecer agora.
Ah, que dádiva esquecer...
Melhor que toda hora lembrar de sofrer.
(J.B.L)

Toque do Bob Esponja no meu celular


Tudo que eu queria hoje era ouvir aquele toque com a voz do bob esponja no meu celular – seria meu pai ligando.
As vezes minha mãe diz pra ele que ele precisa ser um pai mais presente, que só vive trabalhando e andando a cavalo. Quando ele me pergunta eu digo que não tem nada a ver, que ele é sim um bom pai.
Ele foi tudo que eu precisei até os meus 15 anos. Bem, até os 12, ele ainda me levava quase todo final de semana no shopping para gastar rios de dinheiro nos brinquedos para ganhar tikets e trocar por brindes. Eu adorava! Esperava a semana inteira por aquele momento.
Depois fui crescendo e as coisas foram mudando. A freqüência com a qual saíamos era menor e minha mãe começou a ir com a gente até que minha avó adoeceu e ninguém mais saía de casa. Minha mãe porque ficava cuidando dela, meu pai de apoio moral, minha irmã que ninguém via e eu que não tinha ninguém pra me levar.
Isso durou um ano e 7 meses, mais ou menos. Nesse meio tempo, claro que saíamos as vezes, mas era muito raro, ainda mais só eu e meu pai.
Até que chegou o carnaval de 2006, que minha mãe ficou no rio com a minha avó e eu fui pra sitio bom com o meu pai e fiquei totalmente solta. Foi muito bom! Meu pai nem ligava pro que eu fazia, aonde eu tava e com quem, só pensava nele e naquela época isso estava sendo muito bom.
Bem, o carnaval foi em fevereiro. Em março minha avó faleceu e as coisas só pioraram.
Aí mesmo que a minha mãe não tinha animo para nada. Um mês depois, resolveu fazer uma viagem para espairecer. Aproveitou que a minha irmã estava na Itália e foi visitá-la. Passou 17 dias e eu fiquei com a minha outra avó. Foi muito bom pra mim porque eu passava o dia fazendo tudo aquilo que eu queria mas eu sentia muita falta da minha avó – uma das maiores perdas da minha vida.
Então, quando eu fiz 18 anos, parece que muita coisa mudou, ainda mais depois que meu pai começou a andar à cavalo. No inicio, minha mãe resolveu acompanhá-lo e comprou um cavalo também, mas não deu certo porque meu pai queria ir todo final de semana, de sexta à domingo. E como tudo em excesso, uma hora enjoa, foi o que aconteceu.
Depois ela ficou com problema na cervical e não podia ir mesmo, mas isso é mais recente. Voltando um pouco na história e no assunto que eu tava falando... Meu pai está diferente, mudou comigo e com a minha irmã. Ela diz que ele surtou, resolveu ligar o foda-se pra todo mundo e só pensar nele, que pra mim era o que ele estava fazendo há muito tempo.
Tudo bem que até onde eu precisei dele, ele foi um bom pai e por mais que hoje eu não precise mais tanto dele, eu ainda o amo muito e quero estar com ele.
Esse final de semana ele andou à cavalo de sexta à domingo e como minha mãe está viajando e minha irmã não para em casa, fiquei aqui sozinha. Não foi ruim, não reclamei, fiquei estudando numa boa, mas hoje, chamei ele pra ir ao cinema quando fosse seis horas da tarde (ele saiu de casa as 9 pra cavalgar) – detalhe que liguei pra ele chamando quando ainda eram 2 da tarde. Mas ele não podia porque estava muito ocupado lambendo o cu daquela merda daquele cavalo.
Eu, sinceramente, estou de saco cheio disso. Ele faz muito mal o mínimo para termos uma relação harmoniosa e mesmo assim a gente não consegue ter muito êxito.
O que custava fazer a minha vontade? Pois é, ia dar muito trabalho, ele estava muito cansado, tinha muita fila e já era muito tarde, realmente. Muitos empecilhos!
Eu saí para jantar com a minha irmã, o Diego e a May, foi bem legal porque eu estava com muita vontade de comer no Outback e de levar a May para conhecer a comida de lá, mas a Juliana não quis ir no cinema comigo e meu pai dispensou o programinha entediante com a filha chata. Tudo bem, ta maneiro. É assim que funciona, legal!
Eu só sei que enquanto eu jantava eu só olhava pro celular querendo desesperadamente que o bob esponja me pedisse para atendê-lo. Mas ele não pediu, meu celular não tocou, não fui ao cinema, pagamos a conta e fomos pra casa.
Ontem foi legal, saí com as meninas (Lu, Thay, May e Tay), pro downtown!
Mas hoje, queria ter ido ao cinema. Deve ter uns bons 4 meses que não vou.
É isso. Espero que ele se toque de que a pouca presença paterna que ele está me dando não ta dando conta de satisfazer a minha carência...